Florianópolis vai ganhar primeiro coworking público

O espaço, implantado na quadra de esportes da Escola Antonieta de Barros, é fruto de uma ação do festival Subtropikal

coworking público
Arte térrea: a geometria de core leves do artista urbano Rodrigo Level para a Square Lab faz um belo contraponto às arquiteturas históricas do centro da Capital (Foto: Divulgação)

Nos próximos dias, Florianópolis ganhará seu primeiro coworking público. O espaço, implantado na quadra de esportes da Escola Antonieta de Barros, está sendo concebido por artistas, designers e arquitetos catarinenses em uma ação inédita do Festival Subtropikal, maior evento de criatividade urbana do Brasil, que estreia na capital catarinense neste feriadão, nos dias 2, 3 e 4 de novembro. A ideia é mostrar para a população que é possível revitalizar espaços que foram esquecidos pela população, mas que podem ter uma nova vida.

Por mais difícil que seja refazer todo um ambiente, não é uma missão impossível. Cada local tem suas memórias e histórias que, sem o devido cuidado da comunidade, podem ficar eternamente no passado. Mas, com criatividade e consumo consciente, o Subtropikal entende esse problema e procura fazer a diferença por onde passa. Em parceria com o Centro Sapiens, patrocinado pela Imaginarium e com apoio da rede Balaroti, a antiga quadra de esportes da Escola Antonieta de Barros, que estava sendo utilizada como estacionamento, ficará à disposição dos moradores da capital catarinense com uma nova funcionalidade.

Vizinho do Museu da Escola Catarinense, o espaço está ganhando muitas cores, estrutura e uma energia totalmente nova. O projeto é comandado pelos arquitetos e designers do escritório CO Studio. Durante o Subtropikal, o novo ambiente vai receber a atividade “Dias de Criatividade Urbana”, com workshop de design participativo. A ideia é ouvir todas as vozes e colocar as ideias e vontades na mesa, junto de dinâmicas de desenho e brainstorming. Após isso, haverá um mutirão para fazer tudo acontecer.

O coworking público fica na Rua Saldanha Marinho (nº 196), vizinho ao Museu da Escola Catarinense. O espaço, que terá uma infraestrutura completa, poderá ser utilizado diariamente pela população.