Fumar pode aumentar o risco de demência, diz estudo

Pesquisa indicou também que não fumantes têm menor probabilidade de desenvolver Alzheimer

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Estudo analisou dados de mais de 46 mil homens. Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

Fumar está associado ao aumento do risco de desenvolver demência, afirmaram pesquisadores coreanos em um estudo publicado nesta semana no periódico especializado Annals of Clinical and Translational Neurology. O levantamento considerou dados de 46.140 homens com 60 anos ou mais do Sistema de Seguro de Saúde da Coreia do Sul.

Para obter os resultados, os pesquisadores dividiram os participantes entre fumantes contínuos, desistentes do cigarro de curto prazo (menos de quatro anos), desistentes do cigarro de longo prazo (quatro anos ou mais) e não fumantes. Todos foram acompanhados por oito anos, a partir de janeiro de 2006, para avaliar o desenvolvimento de demência, Alzheimer e demência vascular.

Na comparação com fumantes contínuos, os desistentes de longo prazo e os que nunca fumaram tiveram menor risco de desenvolver demência — 14% e 19%, respectivamente. Os que nunca fumaram também tiveram 18% menos risco de desenvolver Alzheimer na comparação com os fumantes contínuos. Já os desistentes de longo prazo  tiveram menor risco de desenvolver demência vascular (32%), assim como os não fumantes (29%).

“Parar de fumar está claramente relacionado com uma redução no risco de desenvolver demência a longo prazo, indicando que os fumantes devem ser encorajados a parar com o hábito”, concluiu o autor do estudo, Sang Min Park, da Seoul National University.