Funk e pagode animam torcedores após jogo na Arena Nº1, em Floripa

Mesmo sem vaga na semifinal, festa continuou no trapiche da Beira-Mar Norte

Torcedores
Foto: Marco Favero

A sexta-feira foi de transmissão do jogo do Brasil e show na Arena Brahma N°1, em Florianópolis. Mesmo com a derrota para a Bélgica, o público seguia animado enquanto curtia hits de funk e apresentação do grupo Jeito Moleque no espaço montado no trapiche da Beira-Mar Norte.

Enquanto o jogo rolava, a pequena Ana Clara, de 9 anos, jogava Candy Crush no celular e a família curtia e torcia para o Brasil. A mãe, Cleo Dias, ainda estava com a afilhada Emily e vizinhos e era a segunda vez que eles assistiam ao jogo na Arena. Estava até difícil de conversar com o grupo, que estava animado, de olho no telão, e gritava toda vez que a bola estava com os jogadores brasileiros.

Quando a Bélgica fez gol, os rostos mudaram. A empolgação deu lugar à apreensão e o público ficou sério. Cada jogada era acompanhada com tensão e ansiedade.

—  complicado. Depois que o Brasil levou o primeiro gol complicou. Antes o ataque estava mais produtivo — disse Elvis Diomar, que assistia ao jogo sozinho e continuava com esperança – pelo menos quando ele falou com a repórter da Versar, nos primeiros 20 minutos do primeiro tempo.

No segundo gol da Bélgica, a esperança começou a diminuir.

Com terço na mão, as amigas estudantes Valentina Pulice e Ângela Gelaim Martins estavam com uma cara de decepção. Mas ainda havia esperança.

Valentina (E) e Ângela (D) Foto: Marco Favero

— A gente vem em todos os jogos, mas hoje foi bem complicado. Esse  sendo mais sofrido. Mas vai virar — disse Valentina durante o intervalo do jogo. Ela sempre leva o terço quando vai assistir a um jogo do Brasil e também usa a mesma calça jeans. Pelo menos até esta sexta-feira, o kit tinha dado sorte.

No segundo tempo, quando o Brasil marcou o primeiro gol, a galera retomou o sonho do Hexa. “Eu acredito!”, alguém puxou o grito. A empolgação voltou a tomar conta da Arena, mas ainda faltavam 15 minutos para o fim do jogo. Juiz apitou. Não foi dessa vez. Alguns até choraram e foram consolados por amigos.

Foto: Marco Favero

Que tiro foi esse? começou a tocar logo após o jogo. Com a batida do funk, o público voltou a se animar e, mesmo sem a vaga na semifinal, a festa continuou no trapiche. É sextou que fala? Sobrou para o grupo Jeito Moleque agitar os torcedores frustados.

— O jogo acabou mas a gente não deixa de ser brasileiro. E temos que ser mais brasileiros ainda porque outubro está aí, e maior do que a decisão da Copa é o que está por vir neste momento de caos político. E, meu, o pessoal não vai trabalhar mais hoje. Lógico que não vai estar 100%, mas esses 80% a gente vai deixar em 100 logo na segunda música — prometeu um otimista Gui Albuquerque, vocalista do grupo.

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