Green Valley volta a ser o clube nº 1 do mundo no ranking da DJ Mag

É a terceira vez que o clube de Camboriú fica no topo da lista da publicação britânica. Foto: Green Valley/Diego Jarschel

O Green Valley, de Camboriú, voltou a ser o clube nº 1 do mundo no ranking da publicação britânica DJ Mag, publicado nesta quarta-feira. Em 2017, o GV estava em terceiro lugar na lista e fez uma campanha para voltar ao topo.

O Green Valley, que comemorou 10 anos em novembro do último ano, é o único de fora da Europa a ganhar o título e já tinha sido eleito número 1 duas vezes, em 2013 e 2015. A votação é aberta e o GV aposta em personalidades (até o Neymar pediu votos para o clube), DJs residentes da casa (como Alok) e nos fãs para angariar votos – desta vez, a campanha teve como slogan “juntos ao topo” e engajou o público a votar até dentro do próprio clube, durante as festas.

Para a DJ Mag, o GV é um lugar fantástico para festar, e mais parece um mini-festival do que um clube tradicional pelo fato de ser a céu aberto, com direito a um lago pitoresco. A publicação ainda destacou a ascensão meteórica nos últimos anos, relembrando a primeira festa animada pela lenda da música eletrônica Carl Cox.

Figuram também no top 3 os clubes Zouk, de Singapura (3º), e Ushuaïa, de Ibiza (2º). Veja a lista completa no site da DJ Mag.

Relembre a saga

Em 2010, o Green Valley estava em 27º lugar e no ano seguinte pulou para terceiro. Desde então, tem ficado entre os três primeiros e disputado o primeiro lugar, na maioria das vezes, com o Space Ibiza, clube que fechou as portas e figurou no topo do pódio pela última vez em 2017.

O Space Ibiza ocupou o primeiro lugar do ranking em 2011. Em 2012 e 2014, continuou no topo com o Green Valley logo atrás, em segundo. Em 2013 e 2015, o jogo virou: o primeiro lugar ficou com o clube de Camboriú e o segundo com o de Ibiza. Já em 2016, o GV ficou em segundo, e em 2017, em terceiro – nesse ano, o clube de Camboriú perdeu o segundo lugar para a Fabric, de Londres, que tinha subido 14 posições em relação a 2016.

Mas a ascensão da Fabric é explicável. O lendário templo londrino de música eletrônica perdeu o alvará de funcionamento em 2016, depois que dois jovens morreram de overdose no local. Na época, artistas e DJs se uniram em apoio ao clube e angariaram assinaturas para um abaixo assinado que solicitava a intervenção do prefeito de Londres no caso. A Fabric acabou reabrindo em janeiro de 2017. Atualmente, está em 9º lugar no ranking da DJ Mag.

Outros clubes catarinenses na lista

O Warung, na Praia Brava em Itajaí, está em 18º lugar e subiu sete posições em relação a 2017. A publicação elogiou o espaço próximo à natureza do clube, sem deixar de citar o famoso amanhecer visto de dentro da pista principal. Na lista, há ainda o El Fortin de Porto Belo em 26º, duas posições acima da lista anterior, e o Matahari de Indaial em 54º – em 2017, o clube estava em 69º.

Clube NSC

Assinantes do DC, Santa e AN que sejam sócios do Clube NSC têm desconto de 15% na compra do ingresso antecipado na loja Ingresso Nacional, no Centro de Balneário Camboriú. A próxima abertura da casa é neste sábado (31) – o palco principal vai receber Lost Frequencies, Felguk, Liu e Vinne, além dos catarinenses Stereo Wave e Aline Rocha. Já no palco Underline o som fica por conta de Anderson Noise, Lacozta, Tessuto, San Schwartz e Tavares. Há ainda a Lagoon, pista open air do clube, com Mandragora, UnderCover, Vermont , Dang3r e V. Falabella.

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