Grupo detentor dos direitos de “Chaves” reprova paródia envolvendo Bolsonaro do “Tá no Ar”

Programa liderado por Marcelo Adnet ironizou o presidente eleito em esquete

Marcelo Adnet ironiza Bolsonaro em esquete sobre a vila do Chaves. Foto: Reprodução / Twitter

Na semana passada, uma esquete produzida pelo programa Tá no Ar: a TV na TV fez uma paródia utilizando a vila do seriado Chaves para falar sobre as opiniões de Jair Bolsonaro (PSL). Após a repercussão que dividiu as redes sociais, o Chespirito emitiu uma nota oficial sobre a montagem dizendo que “não aprova e não compartilha das opiniões apresentadas”. O grupo é detentor dos direitos de transmissão e de criação do programa mexicano.

“Respeitamos as correntes de pensamento e a liberdade de expressão, no entanto não nos associamos a qualquer opinião e conceito geral e político expressado pelos atores caracterizados como os personagens do Chaves”, diz um trecho da nota.

Além disso, o Chespirito agradeceu o carinho do público brasileiro com os personagens criados por Roberto Gómez Bolaños.

A esquete

O quadro apresentado no Tá no Ar teve como cenário a vila do Chaves, um dos personagens da televisão mais populares entre os brasileiros. Entra em cena um Chaves atônito, interpretado por Márcio Vito, que anuncia a chegada de um homem à vizinhança. Chiquinha, interpretada pela atriz Luana Martau, lança mão de um bordão utilizado por quem se opôs à candidatura de Bolsonaro:— Ele não! — grita a personagem.

Em cena, fardado de militar e acompanhado de outros dois soldados, Adnet dá início a uma saraivada de críticas feitas por meio de imitações de Bolsonaro, entre elas o costume do presidente de chamar opositores de “vagabundos” — a palavra que ficou entre os termos mais usados no Twitter na semana passada.

— Seu Madruga, melhor “jair” pagando os 14 meses de aluguel que o senhor me deve — declara o personagem.