Guarda-roupas compartilhados se popularizam em Florianópolis. Saiba como funcionam!

Modelo de negócio que preza pelo slow fashion e pela sustentabilidade começa a ganhar adeptos em SC

Guarda-roupa compartilhado
Foto: Divulgação

Sabe aquele vestido que você usou na formatura e nunca mais utilizou, no máximo emprestou para uma prima e logo voltou para o canto mais inóspito do guarda-roupa? Que tal usar essa peça para fazer dinheiro? Essa é a proposta dos guarda-roupas compartilhados, que oferecem a possibilidade de reuso e renda extra, além de inúmeros looks, sem gastar muito.

Popular em grandes metrópoles, a moda dos guarda-roupas compartilhados começa a se popularizar em Florianópolis. A empresária Elke Louise de Jesus trouxe há seis meses a ideia também com a proposta de sustentabilidade.

— Eu pesquisei que esse é um mercado que está crescendo muito em outras cidades, como São Paulo e Brasília. As pessoas já estão adotando essa proposta do slow fashion e principalmente pensando na questão da sustentabilidade. Pensei também em ajudar outras mulheres, que às vezes têm tantas peças paradas e não querem se desfazer, deixando-as no guarda-roupa mofando, ou vendem por um preço muito mais baixo.

Nesse modelo de negócio, as roupas são alugadas a um preço mais acessível e as pessoas podem também deixar suas peças para serem locadas e recebem uma porcentagem do valor da locação.

— Um vestido de noiva, por exemplo, a pessoa não deseja se desfazer dele, mas pode fazer esse “empréstimo”, que vai gerar uma renda e ainda vai fazer parte da história de outras mulheres — explica Elke, proprietária do Closet Compartilhado Dress Magia.

A advogada Luanne Lira Garcia já aderiu o closet compartilhado. Consumista assumida, ela viu uma possibilidade de reduzir o vício em compras e ainda de agregar valor as suas peças do guarda-roupa.

— Na verdade, eu tinha um vício de sempre comprar roupas novas, e aí chegou um momento que eu estava com muitas roupas. Comecei a achar interessante essa coisa de dar uma nova história para elas. Eu deixei um vestido para aluguel que eu já usei em alguns casamentos e festas especiais, e que provavelmente não usaria novamente, embora ele estivesse em bom estado. Deixei lá para que outras pessoas pudessem fazer uso ressignificando a história dele e dando mais valor a peça — comenta a advogada.

Luanne também gosta da ideia de ter peças mais casuais no closet compartilhado, ela que precisa estar sempre impecável, devido sua profissão, gostaria de encontrar essa possibilidade por um valor mais acessível.

— Nossa ideia é compartilhar não só roupas de festas, mas também as peças mais casuais. Tenho a ideia de implementar o serviço de mensalista onde a pessoa paga um valor e pode retirar uma quantidade de peça por mês. A ideia é que a pessoa pare de consumir em excesso, e todo mês tenha looks diferentes num valor muito mais acessível, sem precisar lotar o guarda-roupa — completa a empresária Elke Louise.

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