Hora do desfralde: 5 dicas para iniciar o processo de forma tranquila

Especialistas recomendam evitar a transição em momentos de estresse da criança, como a chegada de um irmão ou a adaptação a uma nova escola

Foto: Divulgação

O desfralde é um momento de transição da criança que exige muita paciência e dedicação dos pais. Para ajudar você nesse processo, conversamos com as médicas pediatras Rosangela Panta e Loretta Campos. Elas dão dicas para quem está passando por isso e quer que tudo ocorra da forma mais tranquila e saudável possível. Confira:

Esteja atenta ao momento fisiológico da criança

O ideal do desfralde é que aconteça quando a criança estiver pronta para isso, que é mais ou menos entre os dois e três anos – antes disso, só se o pequeno solicitar, mas os responsáveis não devem insistir. Até os três anos é normal que as crianças ainda não tenham um controle pleno. É importante ressaltar que esse tempo varia muito de uma para outra.

Primeiro, ela se dá conta de que a fralda está molhada ou suja e passa a sinalizar ou avisar os pais e cuidadores. Em um segundo momento, percebe enquanto está fazendo xixi ou cocô. E, por fim, consegue antecipar a situação e entender que quer fazer suas necessidades.

É importante que a criança possa vivenciar esses três estágios do desenvolvimento do controle esfincteriano para que isso seja uma apropriação da sua capacidade de controle. Quando é feito de forma precoce pelos pais, o pequeno não compreende a sua própria fisiologia.

Evite momentos de estresse

Se nem os adultos gostam de passar por uma mudança brusca em momentos de estresse, por que seria tranquilo para uma criança? Rosangela aconselha, por exemplo, evitar fazer o desfralde quando houver o nascimento de um segundo bebê, porque esse é um momento em que o irmão mais velho regride naturalmente. Também não é recomendável tentar o desfralde quando seu filho estiver entrando na escola, adaptando-se a uma nova realidade.

Converse com a criança 

A comunicação é fundamental durante esse processo. Para que a criança controle suas necessidades fisiológicas, é importante que ela saiba o que são. Explique: “isso é xixi, isso é cocô”. Mostre a ela que é usual ir ao banheiro, que a família toda vai.  Não dê bronca se a criança não conseguir se segurar – nunca diga “você se sujou de novo” ou “você não aprende”. O processo de entendimento e adaptação é longo, requer tempo e paciência. Esse tipo de cobrança não acrescenta em nada.

Posicione a criança do jeito adequado

O ideal é que a criança sente em um assento em que as nádegas estejam bem firmes, e apoie os pés no chão – ou em algum apoio. Se colocar a criança no vaso com os pés pendurados, ela vai fazer força nas coxas, e não fará a força adequada no esfíncter para evacuar.

Utilize itens de apoio

A criança precisa de conforto. Toda ajuda nesse processo é bem-vinda. Por isso, é bom providenciar um penico ou redutor de vaso sanitário, mesmo que, de início, sirva só como brincadeira, antes que ela de fato comece a utilizá-los. É necessário também o apoio para os pés, para a posição adequada.

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