Uma incubadora para ajudar mães a empreender

Projeto das sócias Fernanda Araújo, Camila Vione e Lucieli Guero auxilia mulheres a investirem nos próprios negócios

Lucieli Guero, Camila Vione com o filho Bernardo e Fernanda Araújo com seu Davi comandam o projeto no Conexão Pandora Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Quando nasce um filho nasce uma mãe. A frase é antiga, mas a mulher só consegue entendê-la quando vive a maternidade. Junto com um turbilhão de novos sentimentos surgem também dúvidas com relação à carreira – e a vontade de ter mais tempo com os filhos tem levado cada vez mais mulheres a investir no próprio negócio.

Percebendo essa necessidade as sócias Fernanda Araújo, Camila Vione e Lucieli Guero resolveram apostar numa incubadora de negócios maternos. A ideia é ajudar mulheres que querem iniciar um negócio próprio e também aquelas que já empreendem e precisam profissionalizar. O projeto vai funcionar dentro do Conexão Pandora, um clube de mães empreendedoras e coworking familiar, localizado no sul de Florianópolis, onde pais e mães trabalham enquanto seus filhos ficam brincando.

As sócias Fernanda Araújo, Camila Vione e Lucieli Guero
Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Como vai funcionar a incubadora de negócios maternos?
O objetivo da incubadora é ajudar mulheres a iniciar ou melhorar o seu negócio. A gente tem uma metodologia que preza pela inovação, então não importa em que fase do empreendedorismo elas estão. Temos uma rede de mentoras, em várias áreas, também mães, que podem auxiliar essas mulheres a desenvolverem o seu negócio. É uma incubadora porque elas trabalham aqui no coworking e têm reuniões que variam de uma a duas vezes por mês, mas a mentora orienta todo o processo que a pessoa vai seguir nesse período. A gente já vem fazendo esse trabalho no backstage, porque temos um clube de mães empreendedoras, só resolvemos colocar isso numa metodologia.

Conciliar carreira e maternidade é o maior desafio das mães hoje?
A gente sente essa dificuldade desde que começamos o projeto. Primeiro com o clube de mães, depois o coworking e cada vez mais sentimos uma angústia materna. Existe uma dificuldade de voltar para o mercado e também uma falta de vontade de trabalhar como antes. Uma vontade de se buscar, de se conhecer, a interação com o filho faz a gente repensar várias coisas, toda mãe acaba passando por isso em determinado momento.

Fernanda Araújo com o filho Davi
Foto Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Qual a maior dificuldade para quem quer empreender?
Acho que muitas mulheres não sabem por onde começar e aí começam a procurar cursos e acabam fazendo muitas coisas, faz curso de coach, financeiro, e aí chegam aqui dizendo que já gastaram muito dinheiro e não conseguiram tirar o negócio do papel, porque elas não conseguem olhar para o macro.

Qual seria o primeiro passo?
Acho que é olhar para as suas habilidades, o que faz sentido nesse momento e também permitir o tempo, já que existe um processo interno. Nós ajudamos nessa tomada de decisão, mas é legal ter esse processo também, algumas pessoas querem empreender e não têm ideia, às vezes é preciso esperar um pouquinho porque também é uma coisa que não é fácil, exige muita dedicação.

A troca de informações e experiências pode ajudar bastante também né?
Sim, é o poder da rede. As mães acabam descobrindo que todas as angústias e medos que elas têm não são só delas.Quando a gente divide fica tudo mais fácil. É o que realmente faz a diferença.

Assista ao vídeo com a entrevista:

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