Emilim Schmitz: Está pensando onde passar o Réveillon? Paris pode ser uma ótima opção

Paris - Divulgação

Faltam três meses para 2018 e você já pensou onde vai passar a virada de ano? O Réveillon sempre foi um momento especial para mim. Quem mora em Joinville sabe que a cidade fica deserta nesta época. Seguindo a tendência, eu já iniciei o ano em vários destinos diferentes desde a minha infância: São Francisco do Sul, Balneário Camboriú, Florianópolis…

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Todos esses lugares têm o seu charme no dia 31 e, como a tradição manda, o ponto alto da festa são os fogos de artifício na beira do mar. O som inconfundível dos estouros, as luzes mágicas e a contagem regressiva dão o tom de renovação.

Agora imagine passar o Réveillon em um lugar sem esse momento tão aguardado e que une toda a cidade no ápice da virada? Pode até parecer sem graça, mas estamos falando de Paris. Na cidade francesa a queima de fogos não é tradicional nas celebrações, apenas em 14 de julho, quando é comemorado o Dia da Bastilha. No dia 31 de dezembro, a multidão até se reúne na Champs-Elysées, mas é tão gelado e desconfortável que eu recomendo outras opções.

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1. Umas delas é embarcar em um dos bateaux no Rio Sena e passar a noite da virada navegando pelas águas francesas observando algumas das construções mais icônicas da cidade como a Notre-Dame, os museus Louvre e D’Orsay, a ponte Alexandre III e sim, a extraordinária Torre Eiffel toda iluminada. Nós passamos o Natal no Bateaux Parisiens, mas o Réveillon deve ser tão fantástico quanto.

2. A dica é se apressar na hora da compra dos tíquetes. Quanto maior a antecedência, maior a chance de conseguir a data tão disputada. Informações como valores e horários estão no site bateauxparisiens.com. Os preços variam entre 99 e 205 euros muito bem gastos. No jantar estão inclusos seis pratos típicos da culinária francesa regados a muito vinho e champanhe.

3. Outra opção de Réveillon em Paris é jantar em um dos incontáveis bistrôs e restaurantes da cidade. Dependendo da escolha, você poderá até desembolsar uma pequena fortuna, mas se seguir a minha dica, terá um preço justo, em um ambiente aconchegante e o melhor, se sentirá em casa, já que o lugar é super familiar.

4. Meu marido e eu não havíamos programado nada para a virada de ano na Cidade Luz e, na última hora, resolvemos pesquisar alguns restaurantes. Saint Germain é um bairro bem gastronômico e já na primeira tentativa encontramos o L’enfance de Lard, um bistrô típico parisiense, onde o atendimento é feito pelo próprio dono, o Chris, figura simpática e acolhedora e que nos recebeu como se fôssemos velhos amigos.

L’enfance de Lard – Foto Divulgação

5. O bistrô não oferece nenhum cardápio especial, como é prática em outros restaurantes. As opções são os pratos tradicionais, em média 20 euros. As taças de vinho começam em 8 euros e, para o momento da virada, uma taça de champanhe, por exemplo, não custa mais do que 12 euros. Não poderíamos ter feito escolha melhor para a primeira virada de ano longe da família e amigos.

6. O detalhe é que se fosse pelos franceses que estavam no restaurante, nem contagem regressiva teríamos. Sorte nossa que um grupo de ingleses puxou o 10, 9, 8… e nós pudemos comemorar o novo ano de uma forma mais animada. Enquanto isso, os parisienses seguiram apreciando seus cafés com seus cachorrinhos no colo. Sim, a maioria dos restaurantes é pet friendly e é comum ver os patudinhos sentados junto à mesa. Ou seja, alguns franceses até dispensam champanhe e fogos de artifício no ano novo, mas o melhor amigo jamais.

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