Entrevista com Flávia Alessandra: “Não pode ser normal a opressão, o abuso”

Foto: André Nicolau , Revista Estilo / Divulgação

A atriz Flávia Alessandra está em Florianópolis onde participa nesta quinta, dia 7, do lançamento da nova coleção do projeto Cidades Invisíveis. Ela desfila ao lado de outros convidados, entre eles a modelo e apresentadora Mariana Goldfarb, em nome de uma causa especial: há seis anos, o Cidades Invisíveis impacta positivamente comunidades vulneráveis do Brasil e do mundo. O desfile de camisetas será em Jurerê e o evento terá ainda exposição de arte, live painting, música e gastronomia.

Em papo rápido com a Revista Versar, Flávia falou por telefone sobre seu trabalho na Brasil Foundation e sobre o processo de evolução que o próprio show business vem passando diante das denúncias de abuso feitas por atrizes norte-americanas contra os grandes produtores de Hollywood.

Foto: Samuel Schmidt, Divulgação

Importância de abraçar causas sociais
Eu sou embaixadora da Brazil Foundation, instituição que seleciona projetos que valem a pena investir. A gente capta e tenta viabilizar. A partir desse trabalho, fui tomando conhecimento de vários projetos e ações de impacto social. Foi então que conheci o Samuel [Samuel Schmidt, fotógrafo e idealizador do projeto]. É uma causa muito nobre que merece visibilidade.

Consumo consciente
Acho importante trazer para o nosso dia a dia o conceito de consumo consciente. É importante profissionalizar a filantropia, para que não seja assistencialismo puro. A intenção é trazer esse ideal para a vida. A moda vai além da aparência e está carregada de conceito. Muito melhor que, ao comprar algo, a verba seja revertida para projetos.

Mulheres dizem não ao abuso
O mundo está passando por uma transformação incrível. Comecei a trabalhar aos 7 anos e antigamente era normal as pessoas fazerem perguntas como “mas você chegou a fazer o teste do sofá?” Isso era tratado como uma coisa aceitável. Temos que aplaudir todas essas atrizes que se posicionaram e denunciaram. Não pode ser normal a opressão, o abuso. Antigamente, tínhamos que ter muito jogo de cintura. Mas o mundo está passando por uma evolução.

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