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Dança contemporânea, memória e diferença: “Será que é de éter?”, da Cia Lápis de Seda, homenageia Chico Buarque

Dança contemporânea, memória e diferença: “Será que é de éter?”, da Cia Lápis de Seda, homenageia Chico Buarque

Ramon Noro no espetáculo Será que é de éter? Foto: Cristiano Prim, Divulgação

Nova montagem da Companhia de Dança de Florianópolis Lápis de Seda, Será que é de éter? aproxima música, dança contemporânea e o desejo de homenagear o consagrado cantor e compositor Chico Buarque. O espetáculo está em cartaz no Teatro Ademir Rosa (CIC), na Capital, nesta quarta (24) e quinta-feira (25). As canções serão interpretadas ao vivo por Cláudia Passos. A direção coreográfica é de Ana Luiza Ciscato e a direção musical é de Luiz Gustavo Zago. Para completar, a intérprete e os seis instrumentistas se apresentam em meio aos conceitos cênicos da sound e light designer Hedra Rockenbach.

Idealizada pelo Baobah Novas Formas de Inteligência em 2014, na Capital, Lápis de Seda reúne dez bailarinos com diferentes capacidades e formações. Jovens e adultos, 60% são considerados com deficiência intelectual e/ou motora e 40% sem deficiência. A faixa etária se situa entre 20 e 50 anos. A companhia aposta na valorização das diferenças individuais, por isso corpo, diferença, política de inclusão, independência artística e construção identitária são as palavras-chave do grupo. A coordenação é da diretora artística Ana Luiza Ciscato.

Foto: Cristiano Prim, Divulgação

Espetáculo é uma homenagem à Chico Buarque

A partir do universo criativo de Chico Buarque, mestre na arte de enaltecer o homem comum, o espetáculo contrapõe a imagem de uma multidão de faces anônimas e individualidades perdidas. Na jornada da Lápis de Seda, a permanente busca das diferenças. Trata-se de uma criação coreográfica colaborativa, a partir de movimentações trazidas pelos bailarinos, partilha de vida e cotidiano carregados de inquietações e poesia, a revelação de como se enquadram anonimamente na multidão e se libertam das amarras por meio da dança.

Cláudia Passos interpreta canções de Chico. Foto: Cristiano Prim, Divulgação

Valsinha, Baioque, Olê, Olá, Samba de um Grande Amor, Essa Moça, Meu Guri, As Vitrines, Rosa dos Ventos, Beatriz e Tanto Mar são algumas das composições incluídas no repertório interpretado por Cláudia Passos. Além dela e dos bailarinos, o elenco também é composto por Luiz Gustavo Zago, que faz a direção musical e se apresenta no piano, Iva Giracca (violino), Felipe Arthur Moritz (sax e flauta), Dudu Pimentel (violão e guitarra), Leandro Fortes (violão e bandolim) e Alexandre Damaria (percussão).

Luiz Gustavo Zago (piano e direção musical) e os instrumentistas Leandro Fortes (violão e bandolim), Iva Giracca (violino), Felipe Arthur Moritz (sax e flauta), Dudu Pimentel (violão e guitarra) e Alexandre Damaria (percussão). Foto: Cristiano Prim, Divulgação

Múltiplas experiências dos bailarinos

Com recursos obtidos por leis de incentivo à cultura, Lápis de Seda apresenta as coreografias Convite ao Olhar, já visto em oito cidades de Santa Catarina e cinco capitais brasileiras, e Será que É de Éter?, com circulação em Florianópolis e Blumenau (SC) em novembro de 2017.

Os bailarinos da Cia Lápis de Seda Foto: Cristiano Prim

Cada integrante é parte fundamental do processo criativo, contribui a seu modo para a composição dos trabalhos. A direção aproveita as múltiplas experiências dos bailarinos que abrangem o balé clássico, a dança contemporânea, a afro, a técnica de danceability e o teatro.

A companhia faz apresentações em teatros, espaços fechados e ao ar livre. Busca ampliar as ressonâncias das ações pois também quer discutir a cidade, incorporar a tensão entre arte e vida, com representações que enfocam as relações existentes entre os espaços e os fluxos existenciais. A Arte Movimenta, realizadora do projeto patrocinado pelo Ministério da Cultura e Cateno, através da Lei Rouanet, coordena a Lápis de Seda.

AGENDE-SE
O quê:
Será que é de éter, da Cia. Lápis de Seda, com Claudia Passos e Convidados
Quando: dias 24 e 25 de janeiro, às 21h
Onde: Teatro Ademir Rosa, no CIC (Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: R$ 20 / R$ 10 (meia)
Informações: (48) 3664-2685

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