Loco por Vino: um vinho com flocos de ouro na Macedônia e um pulo a Kosovo

Da Bulgária, fomos até a capital da Macedônia, Skopje, onde fizemos uma degustação espetacular no país que tem Alexandre, O Grande, como ídolo e se orgulha de ser a terra onde nasceu a Madre Tereza de Calcutá.
Chegamos na Macedônia por Skopje, a linda capital que praticamente é uma galeria de arte ao ar livre!

Estátuas espalhadas pelas ruas, restaurantes dentro de navios piratas, museus e o famoso Old bazar, fazem de Skoje uma parada obrigatória em qualquer passeio nos países Balcãs.

O Ícone Alexandre Magno, Alexandre O Grande ou Alexandre da Macedônia, foi Rei da Macedônia. Fundou mais de 20 cidades que levavam seu nome, teve Aristóteles como seu professor, venceu mais de 100 batalhas e morreu invicto, sendo considerado um dos homens mais influentes do mundo.

A capital da Macedônia foi berço de uma figura importante no mundo religioso. Madre Tereza de Calcutá, nasceu em Skopje e viveu na cidade até os 18 anos. Ganhadora de um prêmio Nobel da paz.
Abaixo, uma foto que marca o local onde estava a casa que a Madre nasceu, destruído por um terremoto.
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Um outro passeio fantástico foi o Matka Canyon, onde comemos truta e carpas criadas na frente do restaurante.

Vamos ao que interessa… Os vinhos deste país!

Nos países latinos, algumas barreiras de importação e um certo preconceito aos vinhos fora da faixa de “comodidade”, digamos assim, como os Franceses, Italianos, Chilenos… Nos fazem quase que ignorar, que existem vinhos de extrema qualidade em outras parte do mundo como… Macedônia!

Visitamos a mais aclamada vinícola da região, com hora marcada e atendimento exclusivo, fomos recepcionados pelo Chateau kamnik.

Kamnik é uma boutique winery, com produção em torno de 100 mil garrafas ao ano.
Produz vinhos espetaculares, ganhadores de prêmios e que colocam muitos vinhos consagrados para trás.

Provamos uma variedade chamada Temjanika, também é produzida na Sérvia, que tinha um detalhe especial, flocos de ouro!

Se você acha chique tomar uma Champagne, que tal provar este vinho extremamente aromático, com características de Moscato, enquanto seus olhos se encantam pelos flocos de ouro que dançam pela taça?

Este vinho geralmente é esgotado antes mesmo de chegar nas prateleiras, consumidores clamam por uma garrafa, nós também faríamos o mesmo, não pelo ouro mas pelo excelente vinho!

O primeiro tinto da tarde foi o Montepulciano, uma variedade originária do centro da Itália, que produz vinhos ideais para serem consumidos com comida, com taninos suaves e cor escura. Este vinho é raro de ser encontrado na Macedônia e por isso com valor mais elevado.
Chateau Kamink é conhecido pela alta qualidade de seus vinhos. Degustamos muitos dos seus premiados exemplares como Cabernet Sauvignon 2011. Com 32 meses em carvalho, este vinho ficou entre os 100 melhores do mundo, colocando renomeados franceses para escanteio.
O destaque da noite foi o velho amigo Merlot… No momento da abertura da garrafa, enquanto aguardávamos que o vinho respirasse um pouco, os aromas já nos remetiam aos bons e velhos blends de Bordeaux.

O Signature Merlot reserve 2012, foi feito com uvas selecionadas usando uma técnica de cultivo chamada de “crop reduction”, que parcialmente desidrata as frutas e gera um vinho com mais de 17% de álcool!

Outro detalhe importante é que o vinho passa por carvalho Americano e Francês, 100% barril novo, por duas vezes! Após completar 18 meses, o vinho é transferido para barris novos por mais 8 meses até ser engarrafado.
Este vinho deve ser decantado! Fizemos um teste com uma garrafa aberta a 3 dias é uma aberta na hora, encontramos vinhos completamente diferentes.

Com um longo retrogosto de frutas e chocolate, taninos redondos e acidez equilibrada, este Merlot é limitado a poucas garrafas. Se acharem este exemplar por alguma viagem à Europa, não percam!

Ao final, após muitos vinhos degustados, sentamos com uma taça do melhor e apreciamos a paisagem. Uma bela tarde!
Saindo de Skoje fomos em direção a Ohrid, uma cidade à beira de um lago, linda e cheia de história!
Passamos no super e compramos um Kratosija, que é usado mais em vinhos de mesa. Possui característica de frutas vermelhas maduras e longo retrogosto. As uvas possuem característica de ter menos açúcar e mais ácidas que a Vranec. Em um estudo por volta de 1970, foi descoberto que a Kratosija é a mesma Zinfandel, apenas cultivada em outra região e com outro nome.

Finalizando, demos um pulo a Kosovo, direto para a capital Pristina.

Kosovo é muito bonito fora da Capital, em Pristina é tudo meio que um caos e sem informações turísticas.

O contraste que nos marcou foi a construção de uma linda Igreja, pisos de mármore e materiais caríssimos em homenagem a Madre Tereza, e no semáforo à frente, crianças pobres, limpando os vidros dos carros que por ali paravam, em troca de uma moeda. Mas enfim…

De Pristina fomos para Rahovec, 1 hora de viagem, belas paisagens e uma surpresa, vinhedos para todos os lados!

Fomos ao maior produtor da região, Stone Castle. Conversando com algumas pessoas, ficamos sabendo que Kosovo tem planos de se tornar a “nova Napa Valley”.

Os Winemakers atribuem esse projeto aos vários dias de sol, que permitem o cultivo de uma grande variedade de uvas.

Compramos os vinhos da Stone Castle para tomar no hotel e realmente se comparam aos de Napa com a mesma faixa de preço.

A “revolução”que Kosovo pretende fazer no mercado dos vinhos é expressada em números. A vinícola produz o absurdo de mais de 30 milhões de litros ao ano. Vinhos de mesa que custam a partir de 2 Euros e que vendem melhor que Água!

Valeu a experiência e agora seguimos viagem, levando os vinhos do mundo mais perto de você!
Fotos: Loco por Vino, divulgação

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