Conheça o Tobias e o encontro que tive com ele

Foto: Felipe Carneiro/Agência RBS

Acordo entre 5h45 e 6h30 todos os dias, incluindo os finais de semana. Isso me ajuda a alinhar meus pensamentos e a respeitar o necessário “encontro marcado” comigo. Faço minha oração, escrevo, estudo biografias, faço minhas visualizações, leio livros e afirmações positivas para o dia. Fiquei apaixonada pela proposição de um livro que é best seller, O milagre da manhã, do Hal Elrod – que recomendo bastante – porque me ajudou demais a melhorar meu ritual da manhã.

Descobri que acordar cedo era importante em outubro de 2016. Eu estava sedentária e me sentindo cansada com frequência. Não me via totalmente deprimida, mas fazia tempo que não me emocionava, nem sonhava com as coisas. Eu dizia que me sentia “flutuando”, como se estivesse fora do meu lugar, vendo a vida de fora. Preciso dizer que meu luto me assustou muito. A morte repentina do meu irmão me assaltou bem feio. Não só me abateu a saudade, como sofri um desengano com a fé e os sonhos. Minha garra e minha ambição queimaram junto com a partida, e eu estava começando a me acostumar a esquecer de mim. Lá pelas tantas ainda apareceu um medo de ser feliz e de perder uma vida incrível.

Numa noite de insônia poderosa, num bate papo íntimo entre mim e Deus, senti que, mesmo desprovida de toda vontade, faria alguma coisa – nem que fosse mudar a hora em que eu acordava. Naquele outubro comecei por procurar um nutricionista porque estava com cinco quilos a mais, e achando esquisito que eu estivesse tão distante do meu equilíbrio, representado também na minha balança. Depois de uma longa conversa com o Rangel, ele disse: “Vanessa, você precisa conhecer o Tobias”. Primeiro eu dei uma risada e disse: “com esse nome, só pode ser coisa boa!” Achando o nome convidativo, senti como se a vida estivesse piscando para mim. Motivada, mandei mensagem na hora, fui até a academia e, de lá para cá, já se vão 20 meses.

No começo meus treinos eram 6h30 e 7h. Colocava o despertador muito mais porque o Tobias estava me esperando na academia, do que por vontade de levantar peso. Comecei a entender que se eu fortalecesse meu corpo também seria capaz de fortalecer minha alma e meu autorrespeito. Então eu ia. Com o passar dos dias e dos meses, fui construindo um carinho comigo e passei a admirar minha disciplina e minha determinação. E também, além de um professor espetacular, ganhei um amigo e passei a ser frequentadora de um ambiente cada vez mais agradável – porque faces desconhecidas passaram a ser as companhias diárias e os sorrisos da minha manhã.

Demorei para entender o sinal desse milagre da vida toda manhã. Um encontro com a força do Tobias que carrego no meu nome, da minha família e da parte que sonha dentro de mim. De manhã o despertador toca, escovo os dentes, tomo minha água, lavo o rosto e me encontro comigo. Depois vou para a academia. Um milagre, turma, é um merecimento. Há dias em que estou mais alegre e há dias em que me emociono com a música que escuto toda manhã (Light of love, da Jay-Jagadeesh), mas desde que me propus a me encontrar comigo não houveram mais dias sem esperança.

Aceitar e investir em ajuda sempre me pareceu essencial. Todo investimento que fazemos em nosso crescimento, tende a cumprir essa função. Ter ajuda de um terapeuta, um consultor financeiro, de um livro, um médico, um arquiteto, um personal, um professor, é sinal de sanidade. Como temos procurado ajuda?