Saiba quando iniciar a introdução alimentar do prematuro

prematuro
Foto: Leo Munhoz

Olá. Muito prazer! Somos Carol e Silvia, nutricionistas, pesquisadoras, docentes e mamães de três filhos cada! A partir de hoje, estaremos aqui com vocês para compartilharmos informações sobre um assunto que amamos e que pode ser capaz de transformar positivamente a nossa saúde e qualidade de vida: a nutrição. A maternidade nos trouxe uma paixão ainda mais forte por este mundo e a sua importância em todas as fases da vida, iniciando já no momento em que desejamos engravidar. Queremos transmitir, com muito afeto e empatia, um pouco do nosso conhecimento sobre cada um desses temas.

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Aproveitando o mês da prematuridade – Novembro Roxo – decidimos inaugurar a coluna falando um pouco sobre crianças prematuras, já que a amamentação e alimentação complementar em tempo oportuno em bebês prematuros são ainda mais importantes. Sabendo disso, papais e mamães ficam com muitas dúvidas sobre quando e como iniciar a introdução alimentar.

A orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que as famílias comecem a ofertar alimentos que complementem o leite materno ou fórmula infantil a partir dos seis meses de vida do bebê. Isso se relaciona com a maturidade fisiológica da criança.
No entanto, bebês prematuros – que nasceram antes das 37 semanas – devem iniciar a alimentação em idade diferente dos outros. Isto acontece porque os órgãos envolvidos na digestão e absorção de nutrientes podem ainda não estar prontos para “trabalhar” corretamente. Por isso, antes de começar a introdução alimentar, é necessário calcular a idade corrigida da criança ao invés de utilizar a idade cronológica (que considera apenas o momento em que a criança nasceu). Seu pediatra e/ou nutricionista serão capazes de realizar esse cálculo de forma adequada.

Veja alguns pontos importantes para que a introdução alimentar do bebê prematuro seja bem-sucedida e tranquila:

  • Realizar um adequado acompanhamento profissional com equipe multidisciplinar (pediatra, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo);
  • Conhecer os sinais de prontidão para iniciar a alimentação complementar: bebê já sustenta corretamente o pescoço, senta com pouco apoio e se direciona com interesse para os alimentos;
  • Entender que seu filho é único e não deve ser comparado com outras crianças, mas apenas com o seu próprio desenvolvimento mensal;
  • Paciência, calma e persistência são a chave do sucesso! Muitas vezes é apenas uma questão de tempo e de maturidade do seu bebê para começar a aceitar os alimentos ofertados.