No “Encontro”, Kéfera denuncia machismo de homem na plateia e dá “aula” de feminismo

Atriz e youtuber confrontou participante e explicou termos como "mansplaining". Debate começou quando o rapaz disse que ficava confuso com o comportamento das feministas

Kéfera mostrou que domina vocabulário feminista em participação no "Encontro com Fátima Bernardes". Foto: TV Globo / Divulgação

Kéfera Buchmann deu uma aula de feminismo no Encontro com Fátima Bernardes exibido nesta quinta-feira (13). O tema do programa era justamente a luta das mulheres por mais direitos, e a youtuber, que agora estreia na televisão com a personagem Mariane na novela Espelho da Vida, explicou termos do vocabulário feminista e até discutiu com um homem na plateia.

O debate começou quando o rapaz disse que ficava confuso com o comportamento das feministas. Segundo ele, seriam elas que iniciavam as agressões.

— Na teoria elas falam: “Tem que respeitar”. Mas na prática, começam as agressões — criticou o homem.

Kéfera rebateu a acusação com um termo usado pelas feministas para definir situações em que o homem decide explicar algo para a mulher, mesmo que ela já saiba. Na visão das feministas, isso seria uma forma de subestimar a inteligência das mulheres.

— O que você está fazendo é mansplaining, que é o homem explicar o que diz para a mulher. Não é necessário, a gente sabe o que é feminismo. A gente entende seu ponto de vista, só que é desnecessário — disse Kéfera, que foi aplaudida pela plateia.

Quando o rapaz a interrompeu, ela acabou usando um segundo conceito:

— Agora o que você está fazendo é “manterrupting”, que é tentar interromper uma mulher que está tentando explicar o que é feminismo para você. Entenda: não é o seu lugar de fala. Você pode ouvir, complementar e nos respeitar. Você não tem que ensinar pra gente — discursou.

Atenta à discussão, a apresentadora Fátima Bernardes tentou contornar o atrito. Disse que a fala do rapaz era importante porque mostrava que muitas pessoas ainda não entendiam o movimento feminista.

— É importante ele falar porque muitas pessoas também pensam assim, que o feminismo é viável dentro do papel e que no dia a dia não é viável. A gente precisa falar mais sobre isso. Quando falamos em feminismo e igualdade de direitos são em vários aspectos como oportunidades, salários e respeito a nossas posições — refletiu a apresentadora.

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