Lentes antirreflexo preservam saúde visual de quem usa aparelhos eletrônicos

Quando utilizamos este tipo de lente, tudo o que enxergamos ficará suave e com um leve tom amarelado

Foto: Pexels

Nunca foi tão frequente o uso de aparelhos eletrônicos no nosso cotidiano, em casa, no trabalho ou durante o lazer. É diante das telas destes aparelhos que nossos olhos ficam totalmente expostos à luz azul. Foi comprovado que o excesso de exposição à luz azul nos leva ao cansaço visual e à fadiga ocular. No curto prazo, a luz azul pode causar desconforto, enquanto no longo prazo, seus efeitos cumulativos podem representar um risco real para a visão e os olhos.

A luz desempenha um papel essencial tanto para a visão, como para o bem-estar geral. Ela regula nosso relógio biológico, que controla o ciclo de sono e aumenta a atividade do cérebro – melhorando nossa memória, nosso humor e nosso desempenho cognitivo. Porém, algumas frequências de luz podem provocar problemas à saúde ocular.

Pesquisas indicam que cerca de 14% dos usuários de aparelhos eletrônicos passam em média 11 horas por dia em frente a equipamentos que emitem luz azul: smartphones, tablets, e-readers, TVs, computadores e lâmpadas de LED.

Para preservar a nossa saúde visual e prevenir eventuais problemas relacionados ao uso contínuo das telas, é indicado usar uma lente que tenha um antirreflexo próprio para proteger os olhos da luz azul. Dessa forma a fadiga ocular dos usuários, estejam eles necessitando ou não de grau, será reduzida.

Quando utilizamos este tipo de lente, tudo o que enxergamos ficará suave e com um leve tom amarelado. Este efeito é ótimo também para quem sofre de hipersensibilidade à luz nos dias nublados ou tem dificuldade de dirigir a noite, porém não é aconselhável para quem trabalha com fotografia, edição de imagens e cartelas de cores, justamente porque o branco será visto como levemente amarelado.

Este tipo de tecnologia é extremamente útil para quem é diagnosticado com fadiga ocular e para quem fica a noite na frente de dispositivos digitais, a luz artificial emitida por eles confunde nosso cérebro como se estivéssemos de dia, causando insônia. Durante o dia, a luz azul é responsável por sinalizar o cérebro que devemos estar acordados, mas quando estamos tentando adormecer, esta luz pode nos manter acordados ou diminuir a qualidade do sono que recebemos à noite, pois limita a liberação de melatonina.

A luz azul está em todo o lugar, portanto é bom adaptar nossos olhares ao mundo digital.

 

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Sá e Chris da Sá Ótica Atelier. Foto: Jorge Scherer, Divulgação

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