Dia do Orgulho LGBTI: confira filmes e séries para celebrar a data

Produções tratam do tema com sensibilidade, reflexão e humor

Orgulho lgbti
"Sense8" trata da sexualidade sob diversos aspectos Murray Close / Divulgação Netflix
Se antigamente as questões relativas à sexualidade e ao gênero eram tabu, hoje o tema é inspiração para diversas produções audiovisuais. Na televisão ou no cinema é possível acompanhar histórias muito semelhantes às vividas na realidade: personagens que fogem do padrão e sofrem com o preconceito e a dúvida sobre o próprio corpo.
Neste Dia Internacional do Orgulho LGBTI, selecionamos produções que tratam do assunto com sensibilidade e reflexão — e, claro, com humor, que não deixa de fazer parte deste universo.

Filmes

Azul é a Cor Mais Quente

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Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux protagonizam romance lésbico no filme cult baseado em romance gráficoImovision / Divulgação

Vencedor da Palma de Ouro de Cannes, o filme de Abdellatif Kechiche lançado em 2013 conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que se apaixona por outra mulher, Emma, uma jovem de cabelos azuis. A trama é baseada na história em quadrinhos de Julie Maroh. Em paralelo ao romance secreto, Adèle trava uma guerra com sua família e contra os supostos “valores da sociedade”. Disponível no Now.

Me Chame Pelo Seu Nome

Reprodução / Reprodução
“Me Chame Pelo Seu Nome” foi indicado ao Oscar Reprodução / Reprodução

Indicado ao Oscar de melhor filme neste ano, o longa mostra os primeiros passos do romance de Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer), um pesquisador. O jovem americano com ascendência italiana e francesa passa as férias na Itália, e seu novo amor é assistente de seu pai. O filme é dirigido por Luca Guadagnino. Disponível no Now.

120 Batimentos por Minuto
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“120 Batimentos por Minuto” venceu prêmio César do cinema frânces Imovision / Divulgação

No início dos anos 1990, na França, o grupo ativista Act Up se esforça para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação à aids. Recém-chegado ao grupo, Nathan (Arnaud Valois) logo fica impressionado com a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart) à causa, e os dois se aproximam. Dirigido por Robin Campillo, o filme venceu o prêmio César do cinema francês neste ano. Disponível no Now.

Tomboy 

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“Tomboy” retrata dúvidas de uma criança a respeito da própria identidade sexual Pandora Filmes / Divulgação

No longa-metragem francês de 2011 dirigido por Céline Sciamma, uma menina de 10 anos (vivida por Zoé Héran) se muda com a família para uma nova localidade, onde começa a se apresentar como menino perante os amigos do bairro, sem que os pais desconfiem e com a cumplicidade da irmã menor. Vencedor do prêmio Teddy Bear do Festival de Berlim, dedicado a produções sobre questões de gênero. Filme disponível no iTunes.

A Garota Dinamarquesa

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Em “A Garota Dinamarquesa”, dúvidas sobre identidade sexual passam a acometer um homem adulto e casado Divulgação / Divulgação

Cinebiografia do pintor dinamarquês Einar Wegener, a quem é atribuída a primeira cirurgia para mudança de sexo, no começo do século 20. A trama dirigida por Tom Hooper destaca o progressivo conflito de identidade do artista, posteriormente chamada Lili Elbe, em meio a seu relacionamento com sua mulher, Gerda, que tenta entender as transformações do parceiro. Filme disponível na Netflix.

Carol

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Cate Blanchett e Rooney Maram protagonizam romance entre mulheres adultas Mares Filmes / Divulgação

Nos EUA dos anos 1950, Carol Aird (Cate Blanchett) é uma mulher de classe média em crise no casamento. Assim ela inicia um romance com uma jovem vendedora de loja de departamentos, chamada Therese Belivet (Rooney Mara). A ligação tem como barreiras o preconceito e as convenções sociais. A trama é baseada no livro de Patricia Highsmith, autora de Pacto Sinistro e O Talentoso Ripley, que imprime na obra de amor homoafetivo uma carga pessoal: a escritora usou o pseudônimo de Claire Morgan para evitar que sua homossexualidade fosse descoberta aos 27 anos. O filme está disponível no Google Play e YouTube.

Séries e programas

Transparent

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Em “Transparent”, homem na meia-idade passa a se vestir como mulher Reprodução / iMDB

Para susto dos filhos, Morton (Jeffrey Tambor), um professor divorciado e aposentado que enfrenta uma crise de meia-idade, conta para a família que há anos se veste como mulher fora de casa. Agora, quer assumir-se dentro do lar, também. O curioso é que ele não deseja uma mudança de sexo, muito menos namorar homens. Apenas quer usar adereços femininos como apliques e vestidos. Não tem nada a ver com orientação ou desejo sexual, mas com identidade. Seu nome, a partir daí, passa a ser Marta, e a sua mudança vai afetar a vida das pessoas à sua volta. De certa forma, também incentivar que elas se aproximem da própria verdade. Disponível na Amazon.

The Fosters

Reprodução / iMDB
“The Fosters” tem família formada por duas mulheres Reprodução / iMDB

Existe uma família que subverte os conceitos de maternidade nesta série. O casal é formado por duas mulheres, Stef (Teri Polo) e Lena (Sherri Saum), que são mães não apenas de filhos biológicos, mas também adotivos. A série é repleta de representatividade: enquanto as duas mulheres mostram que é possível formar uma família com os mesmos problemas que preenchem um lar tradicional, há filhos que se questionam sobre a própria sexualidade e personagens transgêneros.

RuPaul’s Drag Race

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Reality traz o mundo das transformistas Divulgação / Divulgação

Espécie de America’s Next Top Model para drag queens, o reality show apresentado por RuPaul ficou conhecido no Brasil depois que entrou para o catálogo da Netflix, desmistificando o mundo dos transformistas para o grande público. Os concorrentes a maior drag queen dos Estados Unidos passam por provas impagáveis que envolvem a criação de looks e a apresentação de performances musicais.

Queer Eye

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Em “Queer Eye”, grupo de homens gays trabalha como coach para homens “broncos” Netflix / Netflix

Homens heterossexuais com problemas de comportamento podem pedir ajuda a cinco caras gays para uma transformação significativa. É como coach de homens “broncos” que atuam Ted Allen, Kyan Douglas, Thom Filicia, Carson Kressley e Jai Rodriguez. Em sua nova temporada, a série Queer Eye busca tipos ainda mais difíceis de lidar: homens conservadores do sul dos Estados Unidos, região conhecida pelo preconceito racial e sexual.

Sense8

Murray Close / Divulgação Netflix
“Sense8” trata da sexualidade sob diversos aspectos Murray Close / Divulgação Netflix

Uma das séries mais representativas do universo LGBTQI+, Sense8 chegou ao fim com um derradeiro episódio que estreou na Netflix no início do mês. Foi como uma homenagem aos fãs, que pediram intensivamente por um final após o serviço de streaming anunciar o cancelamento do trama criada pelas irmãs Wachowski. A produção trata da complexidade da sexualidade sob diversos prismas. Uma das protagonistas da série, Jamie Clayton, é uma atriz transexual, assim como as irmãs criadoras da série (que se tornaram famosas por Matrix, quando ainda não tinham feito a transição sexual e eram conhecidas por seus nomes masculinos, Andy e Larry).

Orange Is the New Black

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“Orange Is The New Black” mostra relacionamento afetivo e sexual entre detentas Divulgação / Divulgação

Uma das séries de maior sucesso desta lista, OITNB mostra a realidade das detentas da prisão feminina de Litchfield – até por isso, é uma das atrações que consegue oferecer de maneira mais ampla o protagonismo feminino, com discussões sobre transexualidade e homossexualidade quase constantes.

Desde a primeira temporada – a série chega ao seu sexto ano em 27 de julho –, a detenta Piper é o fio condutor de uma história que vasculha o mundo de uma prisão feminina. Seu namoro com a também detenta Alex é apenas uma das representações de relacionamentos lésbicos no programa. Outro destaque é a presença da atriz Laverne Cox, a primeira trans indicada ao Emmy, justamente pelo papel de Sophia Burset na trama da Netflix.

The L Word

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“The L Word” Ver Descrição / Ver Descrição

Exibida entre 2004 e 2009, a série apresenta um grupo de lésbicas e bissexuais e suas histórias recheadas de amor, medo e sexo. A protagonista é Bette Porter, vivida pela atriz Jennifer Beals (que ficou famosa nos anos 1980 por causa do filme Flashdance). Mas um dos grandes destaques da série sempre foi Shane (Katherine Moennig), a cabeleireira que enlouquecia as mulheres. A atração também deu espaço para o drama de Moira, que fez o processo de transição para se tornar Max.

Em entrevista à revista Entertainment Weekly, parte do elenco da série LGBTQI+ e a co-criadora Ilene Chaiken revelaram o desejo de que a produção retornasse. Para Ilene, a atração deixou uma lacuna.

– Quando saímos do ar em 2009, acho que muitas pessoas pensaram: “Tudo bem, o bastão passou agora, e haverá muitos shows que retratam a vida lésbica”. Realmente não há nada. Parece que talvez devesse voltar – argumentou.

Please Like Me

Netflix / Divulgação
Netflix / Divulgação

As arborizadas ruas de Melbourne, na Austrália, são o cenário da série Please Like Me, do comediante Josh Thomas. Criador e protagonista, ele interpreta um garoto franzino que tropeça por seus 20 e poucos anos, tão perdido na vida amorosa quanto na profissional. No primeiro episódio, Josh (o nome é um dos muitos fatos autobiográficos da série) leva um fora da namorada, sai do armário e recebe a notícia de que sua mãe tentou se matar. A partir daí, a confusão pessoal dele e sua dinâmica com a família e os amigos lançam as bases para reflexões sobre temas como solidão, sexualidade e depressão.

As descobertas sexuais de Josh são importantes, mas a série ultrapassa a questão da sexualidade para tratar do início da vida adulta – o que lhe rende justas comparações a Love e Girls. Menos pretensiosa do que ambas, Please like Me consegue tratar de temas difíceis com mais naturalidade e humor.

Queer as Folk

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Homossexualidade no fim dos anos 1990 é retratada em “Queer as Folk” Reprodução / iMDB

Com duas temporadas, Queer as Folk foi uma importante série que tratava sobre a vida de diversos personagens homossexuais na Inglaterra, durante o final da década de 1990. A série acabou ganhando uma versão norte-americana que fez ainda mais sucesso e durou cinco temporadas. A série acompanha a vida de cinco amigos gays que moram em Pittsburgh, além de um casal de lésbicas e de seus familiares.

Will & Grace

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“Will & Grace” foi a grande produção que abordou temas LGBT, conquistando diferentes públicos

A série que ganhou revival no ano passado, revolucionou a maneira como a opinião pública via os homossexuais. A trama central mostra os amigos Grace Adler (Debra Messing), uma  designer de interiores que divide apartamento com Will Truman (Eric McCormack), um advogado homossexual. E ainda conta com os outros dois amigos da dupla, a a milionária Karen Walker (Megan Mullally) e ator de pouco sucesso Jack McFarland (Sean Hayes).

Will é o gay romântico, e Jack, o divertido. Will & Grace mudou tanto a forma de retratar os gays na TV, que o ex-vice-presidente Joe Biden chegou a dizer que Will & Grace tinha feito mais para educar o público americano em temas LGBT do que qualquer outra coisa até hoje.

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