Dia do Orgulho LGBTI: veja livros e discos sobre a temática

Para celebrar a data, preparamos uma lista com 5 livros e 5 discos sobre o tema

Foto: Vivi Bacco / Divulgação

Dia 28 de junho marca, oficialmente, o Dia Internacional do Orgulho LGBTI. A data não é aleatória: foi criada em 1970, para lembrar um fato que aconteceu um ano antes. Em 28 de junho de 1969, um levante da comunidade LGBTI contra perseguições policiais durou duas noites. Para lembrar do episódio, foi organizado no 1º de julho do ano seguinte a 1º Parada do Orgulho LGBTI da história. Desde então, o dia tem arrastado multidões para as ruas a fim de combater o preconceito e lutar por mais visibilidade.

Na literatura e na música, o tema LGBTI é constante. Os artistas sempre foram importantes aliados na luta contra a discriminação e pela aceitação do tema. Separamos abaixo uma lista com 5 livros e 5 discos que discorrem sobre o assunto.

Livros

Duas Iguais – Cíntia Moscovich

Foto: Editora Bico de Pena / Divulgação

Sem apelar para a militância política, o romance da escritora gaúcha Cíntia Moscovich, Duas Iguais, tematiza sobre relações homossexuais. A história de amor entre Clara e Ana acontece de modo espontâneo e natural. Mas vai além disso, situando a trama no contexto da comunidade judaica de Porto Alegre.

Carol – Patricia Highsmith

Foto: Reprodução

Publicado sob o pseudônimo de Claire Morgan, o romance que inspirou o filme homônimo, estrelado por Cate Blanchet, Carol inovou ao apresentar um acontecimento sem precedentes para a literatura que trata do amor entre mulheres. Alerta spoilers: ela termina com um final feliz, fato que até então não acontecia quando um relacionamento lésbico era retratado em livros.

 

A Cidade e o Pilar – Gore Vidal

Foto: Divulgação

Publicado em 1948, o romance de Gore Vidal conta a história de um jovem que está descobrindo a própria sexualidade. A Cidade e o Pilar é um dos primeiros romances de formação já escritos, que tem como tema relações homossexuais.

Uma Leve Simetria – Rafael Bán Jacobsen

 

Foto: Divulgação

Livro de Rafael Bán Jacobsen, Uma Leve Simetria conta duas histórias em paralelo. A primeira, em Porto Alegre, onde um menino judeu recebe a ajuda do melhor amigo para o Bar Mitzvah – por quem acaba se apaixonando; a segunda, nos tempos bíblicos, quando o então jovem Davi (que viria a se tornar rei) desenvolve uma intensa amizade com Jonatã.

Amora – Natalia Borges Polesso

Foto: Reprodução

Livro pelo qual Natalia Borges Polesso foi vencedora do Prêmio Jabuti de 2016 na categoria Contos e Crônicas. Nas suas palavras, a obra traz textos que não são “apenas para lésbicas”, mas nos quais as personagens só fazem sentido a partir da temática.

Discos

Orange – Frank Ocean

Primeiro álbum da carreira do rapper de New Orleans Frank Ocean, Orange foi responsável por elevar o gênero R&B para outro patamar. No disco, o artista fala de relações masculinas, um tema que foi tabu na vida de Ocean por algum tempo, até ele se assumir publicamente homossexual.

No Shape – Perfume Genius

O quarto álbum de estúdio do musico americano Mike Hadreas, que se apresenta sob o nome artístico de Perfume Genius, foi lançado em 2014 e trata da questão homossexual com bastante orgulho. No Shape foi indicado ao Melhor engenharia de som de álbum não-clássico no Grammy de 2018.

I Am a Bird Now – Antony and The Johnsons

Segundo trabalho da banda indie Antony and The Johnsons, que é liderada pela artista britânica Anohni, I Am a Bird Now trata de transexualidade, e leva destaque para a faixa For Today I Am a Boy. O álbum foi sucesso de crítica e público, vendendo mais de 220 mil cópias.

Transgender Dysphoria Blues – Against Me!

Sexto disco de estúdio da banda de punk rock Against Me!, Transgender Dysphoria Blues foi um divisor de águas para o grupo e seus integrantes. A vocalista Laura Jane Grace passou por uma readequação de gênero e decidiu relatar o processo no álbum. Apesar do tema, o foco do disco não é exatamente sexualidade, mas o desconforto de não se sentir parte do mundo ao redor e do próprio corpo.

Pajubá – Linn da Quebrada

O rapper brasileiro Linn da Quebrada lançou o álbum visual Pajubá de forma independente. O disco de estreia do artista se constitui como uma obra de enfrentamento, abrindo espaço para que as vivências de LGBTI, negros, prostitutas, mulheres e outros grupos marginalizados tenham voz e existência.

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