Memórias do box: a primeira visita de Luis Fernando Verissimo

Foto Beto Barreiros

Com a sua voz tranquila e seu bom humor, o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo me revelou no final da década de 1980, quando nos visitou pela primeira vez, seu dom de gourmet confesso e o seu prazer por um bom prato.

A comida predileta dele é a francesa – já escreveu crônicas saborosas sobre ela. Ele citou como exemplo os queijos e o estrelado restaurante Frères Toisgros, em Rouanne, do chef Pierre Troisgros, que já nos honrou com a sua visita, na companhia dos filhos Claude e do neto Thomas, hoje chef do Olympe, no Rio de Janeiro. Foi lá que, ao fim de uma bela degustação, quase propôs ao cachorro do local que voltasse em seu lugar no avião para Porto Alegre.

Como bom gaúcho, Verissimo contou ainda que quem faz o churrasco em casa é a esposa, Lúcia, carioca da gema. Revelou também que não passa sem uma boa sopa. Aqui, além dos pastéis, esbaldou-se com as nossas vieras cozidas no vapor, regadas com manteiga e finas ervas. Para meu alívio, ao se despedir, ele disse: estavam divinas e no ponto certo.

Voltarei. E voltou outras vezes, sempre de mãos dadas com a esposa Lúcia, que dizia não largar porque imediatamente ela iria fazer compras.

Luiz Fernando Veríssimo no \box 32, em Floripa. Foto Beto Barreiros
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