“Mais vida, menos celular”: leia a entrevista com Otaviano Costa

Ele fala sobre novo programa na televisão, trabalho como ator, relação com Flávia Alessandra e o que o tira do sério

Fotos: Divulgação

Otaviano Costa estreou em janeiro seu novo programa na Globo, o Tá Brincando, que fala sobre o tema intergeracional, evidenciando, também, histórias de luta e superação. Para isso, leva ao palco games entre jovens e pessoas a partir de 60 anos, que são masters em suas áreas de atuação – ciclismo, futebol, música, entre outras atividades. As competições vão de provas físicas à testes de conhecimento sobre assuntos variados, como TV e música, por exemplo. Além desse quadro, há um grande show de talentos, com todas as idades.

O programa, transmitido nas tardes de sábado pela NSC TV, também dá a oportunidade de pessoas reviverem momentos especiais do passado, em homenagens surpresa conduzidas por Costa. E o apresentador também entra na brincadeira ao ser desafiado a encarar aventuras com muita adrenalina ao lado de convidados. Nesta entrevista, fala sobre o novo trabalho, a vida familiar e o cotidiano.

O programa Tá Brincando? tem uma proposta bastante interessante de unir diferentes gerações. Como tem sido pra você mediar isso? O que é possível aprender com esse encontro?

É possível aprender muita coisa, mas especialmente a lição: os principais limites da vida estão em nossas mentes. Claro que questões físicas podem colocar sua qualidade de vida e longevidade em xeque, mas na maioria das vezes, são nossas atitudes que regem nosso modo de viver.

A proposta é que o programa seja divertido, mas também terá momentos de maior reflexão?

A reflexão surge obviamente através de todo conjunto de entretenimento que o programa apresenta, seja através de uma prova de força, uma história de emoção ou um bom humor, que vem dos personagens mais velhos.

Que olhar você traz para a terceira idade?

Acho que vale uma total recodificação desta geração, por inteiro. Terceira idade não cabe mais. Muito menos idosos! Prefiro apostar num conceito em voga, que está sendo chamado de “envelhescência” (pessoas mais velhas com espíritos adolescentes). Até porque esta nova turma, assim como os jovens, busca e tem, praticamente, o mesmo DNA, que envolvem novas descobertas, experiências, vontade de viver, entre outras coisas.

Você também comandou o Vídeo Show, programa que agora chegou ao fim. Como foi esse trabalho?

Foram cinco anos à frente do Vídeo Show e uma das experiências mais desafiadoras, divertidas e gratificantes da minha vida. Tenho orgulho de ter feito parte da sua história e ter tido a chance de trabalhar com tanta gente talentosa e apaixonada pela que faz. Levo esta experiência para toda minha vida, com carinho e gratidão.

Além de apresentador, também tem sua carreira de ator. Como concilia isso? Prefere apresentar ou atuar?

Sou ator por formação, mas sou comunicador por natureza. E desde 2013, assim que entrei no Vídeo Show, declarei publicamente que não mais faria as novelas. Mas como ator, nunca deixarei de fazer coisas pontuais e menores (em termos de tempo de trabalho), tais como as dublagens que já fiz para grandes filmes de animação do cinema, como Os Incríveis 2 e Divertidamente, além de poder dar vida ao Ptolomeu , na nova Escolinha do professor Raimundo. Mas a minha carreira de comunicador é absoluta prioridade e foco.

Você e Flávia Alessandra têm carreira na televisão. Como é conciliar isso com a vida pessoal? Costumam discutir papeis e funções?

Família e nossas filhas são nossa grande prioridade. O trabalho é nossa grande diversão. Somos muito felizes e dedicados ao que fazemos, mas temos também a atenção e cuidado para que nosso trabalho não vire pauta constante e, nem pensando, substitua o espaço das nossas filhas e assuntos ligados a elas ou assuntos que as interessem.

Você é conhecido pelo bom humor. O que não tem graça nenhuma pra você?

O que me tira do sério e acaba com meu humor é, sem dúvida, a falta de comprometimento de alguns dos nossos políticos. Mas falando do nosso cotidiano, o que me tira do sério também, são as pessoas que deixam de aproveitar os momentos simples em família e amigos para ficar no celular minuto a minuto. Um exemplo muito prático (e chato!) é quando você vai assistir a um filme no cinema e alguns cidadãos não conseguem se desligar, relaxar e ao contrário, ficam mexendo no celular o tempo todo. Gente, isso é um desrespeito, a luz incomoda, atrapalha. Mais vida, menos celular.

Você costuma vir a Santa Catarina? Tem uma relação com o estado?

Poxa, venho menos que gostaria. Acho Floripa maravilhosa e as pessoas muito bacanas. Sempre sou muito bem recebido por aí. Vou muito a trabalho, mas quero aproveitar mais, quem sabe, passando um período de férias!

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