“Submerso”, série gravada em Floripa, traz o jornalista Mario Motta no elenco

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O jornalista Mario Motta grava com o ator Zécarlos Machado a série Submerso. Fotos Joana Paraíso

Por Linete Martins

Um dia ensolarado de abril e um linda locação (o jardim da Alameda Casa Rosa) compuseram o cenário para a participação especial do comunicador Mario Motta na série Submerso, que aborda o universo do surf e tem a cidade de Florianópolis como uma das principais locações. No projeto, que terá 13 capítulos e conta com mais de 60 pessoas, entre atores e profissionais brasileiros e argentinos no casting, Mario foi dirigido pela cineasta Márcia Paraíso. Ex-ator de circo e um dos principais jornalistas de TV, rádio e jornal do sul do País (ele apresenta o Jornal do Almoço na  NSC TV, é colunista do Jornal Hora de Santa Catarina e comanda o programa  Notícia na Manhã na rádio CBN), ele rodou a cena com a desenvoltura de quem conhece bem os bastidores: “a forma como fui recebido no set me deixou muito à vontade”, disse ele. Confira as entrevistas com Mario Mota e Márcia Paraíso:

O que significou pra você esse convite para participar da série?
O convite da produção da série, que me foi transmitido pela querida Andréa Buzato (ex-colega de bancada no Jornal do Almoço), foi um presentão para quem nasceu num Circo Teatro. Tive  uma breve experiência no Cinema (Maria 38, Watson Macedo – 1959) e, do picadeiro do circo, vim para o picadeiro eletrônico que é a Televisão.

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Cena de Mario Motta e Zécarlos Machado. Foto Joana Paraíso, divulgação

Como foi a experiência de entrevistar um político na ficção?
Representei um Jornalista, o que tornou tudo muito mais fácil. Há muito tempo não exercitava essa experiência (representar), mas a forma como fui recebido no set pela produção, pela direção, pelos colegas de apoio (com os quais já venho convivendo em audiovisuais e outras filmagens ao longo dos anos em Santa Catarina), me deixaram muito à vontade.

E como foi entrosamento com o ator Zécarlos Machado, seu companheiro de cena?
Então, tudo culminou nesse encontro com o ator Zécarlos Machado, que é de Presidente Prudente, interior Paulista, por onde passamos algumas vezes com o Circo Teatro de meus pais, e de cuja região eu também tinha muitas histórias para contar. Em pouco tempo estreitamos os laços e isso confirma que uma grande amizade não depende do tempo e do espaço, ela existe e pronto.

Entrevista Márcia Paraíso

Como é gravar essa série, com cenários e  interação de profissionais de dois países?
Proporcionar esse intercâmbio entre técnicos e atores brasileiros e argentinos e ser parte de um projeto que resulta de uma política pública de valorização do Mercosul e de proximidade com os latino-americanos, é como viver, na realidade, um desejo utópico. Nós brasileiros fomos adestrados para termos como referência o modelo norte-americano – especialmente quando falamos do audiovisual. Pensar uma estética que busca uma linguagem que nos signifique enquanto catarinenses e cordobeses, um olhar que é periférico por não estarmos nos grandes centros, mas que nos diferencie e ao mesmo tempo nos una, é um super desafio de Submerso.

Como foi o convite para o comunicador Mario Mota participar do projeto?
Quando pensamos na cena da entrevista do personagem Luis Oliveira – candidato a governador do estado de Santa Catarina – a um jornalista de TV, imediatamente tivemos como referência o Mario, pela sua história de proximidade com a arte e com a dramaturgia, uma vivência que ele traz dos tempos de criança. Nossa diretora de casting fez o convite e ficamos muito felizes por ele ter aceitado. A relação que se construiu no set entre ele e o elenco foi incrível.

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Sobre a série Submerso
As gravações começaram em 15 de janeiro deste ano na cidade de Córdoba (Argentina), e duraram seis semanas. No país vizinho o título da série é Relações Públicas. Agora, estão sendo gravadas cenas em Florianópolis, muitas delas nas belas praias da Ilha, já que o universo do surf é parte importante da trama.

No Brasil, a direção é da cineasta e documentarista Márcia Paraíso. Ela divide a direção da série com os argentinos Claudio Rosa e Pablo Brusa. Com cenários deslumbrantes, crimes, ambição, traições, amor e paixões fazem parte do roteiro. A história se desenvolve em torno do personagem Gabriel Fontan (Mariano Bertolini), relações públicas que planeja um evento para promover a marca do seu grande amigo, o ex-surfista brasileiro e campeão mundial múltiplo Nando Oliveira (Cassio Nascimento)  . O que Gabriel não sabe é que o evento é uma desculpa para contrabandear pílulas de ecstasy do Brasil para a Argentina. Gabriel é interceptado por um estranho que, depois de ameaçar reabrir um processo judicial, o obriga a passar informações confidenciais sobre Nando.

A série é uma das primeiras faladas em espanhol e português entre os atores e é produzida pela Plural Filmes no Brasil. Na Argentina, as produtoras são Germina Films, Prisma Cine, Story Lab e Bonaparte. No elenco brasileiro estão nomes como Cassio Nascimento, Ana Cecília Costa, Guilherme Weber e Zécarlos Machado. Do lado argentino, destacam-se: Jorge Marrale, Liz Solari, Juan Gil Navarro, Mariano Bertolini, Pablo Tolosa,Celina Font, Guillermo Pfening, Ricardo Bertone e Alvin Astorga.

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