Saiba quais são os melhores investimentos para o segundo semestre de 2018

O brasileiro que busca uma rentabilidade mais alta precisa ter disciplina no investimento e acompanhamento da carteira. É necessário definir os objetivos

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Foto: Pixabay

No início de 2018, o sentimento predominante em relação à nossa economia era de otimismo. O mercado acreditava que seria um ano de crescimento impulsionado pelo consumo. Os dados de emprego estavam melhorando, a inflação sob controle e a expectativa de crescimento para o PIB era de 3%. No final de maio, este quadro mudou rapidamente com a greve dos caminhoneiros. A greve trouxe à luz a fragilidade do governo e das instituições brasileiras.

O investidor brasileiro vive um momento de mudança de parâmetros. No passado recente, era possível combinar os três pilares de rentabilidade, liquidez e segurança num único investimento: a taxa de juros. Muitos investidores diversificaram as carteiras desde que a taxa de juros brasileira diminuiu de 14,25% para 6,5% ao ano, e nos últimos meses sentiram como o mercado se comporta quando as incertezas se intensificam. O mercado estima que a Selic termine 2019 em 8%, bem aquém dos 14,25%.

O brasileiro que busca uma rentabilidade mais alta precisa ter disciplina no investimento e acompanhamento da carteira. É necessário definir os objetivos. Quem olha a carteira todos os dias e se incomoda ao ver as oscilações no saldo terá que se contentar com retornos constantes, porém mais baixos. A adequação da carteira ao perfil é muito importante. É fundamental estar bem assessorado por um especialista que entenda as necessidades do investidor, para explicar cada classe e veículo de ativos, como a relação de risco retorno, a liquidez e a tributação, entre outros detalhes.

E quais são os melhores investimentos para o segundo semestre de 2018? Depende do perfil e objetivos do investidor. O mercado brasileiro evoluiu e está mais sofisticado, com veículos que permitem acesso a ativos diversificados. As estratégias variam bastante e hoje existem as chamadas “plataformas abertas”, que reúnem praticamente todas as possibilidades de ativos, com volumes acessíveis.

É possível investir em fundos que aplicam no exterior, permitindo que as carteiras sofram menos quando se tem um evento como a greve dos caminhoneiros, específica do Brasil. Os fundos multimercados podem ter uma ampla gama de estratégias, sendo que os gestores possuem ferramentas de alocação e controle de risco que tornam essas carteiras ágeis e oportunistas, pois o acompanhamento do mercado e as ferramentas que monitoram a correlação dos ativos permitem minimizar o risco e maximizar o retorno.

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Para escolher um bom fundo multimercado, é importante buscar informações sobre o gestor, observar o retorno histórico do fundo, como ele se comportou em momentos de stress de mercado, se aproveitou momentos de euforia e se soube proteger a carteira, traduzindo a conjuntura econômica em bons resultados. Para uma boa diversificação com multimercados, é bom ter na carteira dois fundos com estratégia macro e um com estratégia “long & short”.

O Certificado de Operação Estruturada (COE) proporciona acesso a novos mercados, permite um número enorme de estratégias e diversificação do risco das carteiras. Combina elementos de renda fixa e renda variável. Sua emissão geralmente tem o valor nominal protegido, caso o cenário previsto não se concretize.

Os títulos de renda fixa isentos de imposto de renda permitem que investidores tenham um retorno líquido maior do que nos títulos tributados. Como exemplo temos as LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. As três últimas são interessantes para o investidor que vive dos retornos financeiros da carteira, pois pagam fluxos de caixa de juros e amortização, evitando a necessidade de resgate de outros ativos.

Finalmente, apesar de o CDI já ter sido um investimento melhor do que é hoje, ainda é um ativo de caixa muito bem remunerado. É importante ter uma reserva de liquidez para emergências e oportunidades. A reserva para emergências dá tranquilidade ao investidor em caso de alguma necessidade inesperada. E a reserva de oportunidades dá liberdade para que o investidor possa aproveitar algum bom negócio que pode surgir.

Com as crises também vêm as oportunidades. A greve dos caminhoneiros trouxe muita volatilidade ao mercado, com perdas nos fundos de risco. Por outro lado, os títulos de renda fixa tiveram um aumento das taxas pré e dos cupons reais nos títulos indexados ao IPCA. As taxas prefixadas de alguns títulos privados de três anos chegaram a mais de 180% do CDI atual, e os cupons de IPCA a 7,5%, taxas que foram grandes oportunidades para quem tinha recursos para alocar.

Neste mundo globalizado, dinâmico e rápido, a única certeza é a incerteza. São e serão muitos desafios, muitos mercados e ativos diferentes, muitas informações a processar. É fundamental construir carteiras alinhadas ao perfil de tolerância a risco, objetivos e horizonte de tempo de cada investidor. É preciso monitorar o mercado constantemente para ajustar as carteiras ao nível de volatilidade e aproveitar as oportunidades minimizando os riscos.

Texto escrito por Manuela Machry, CFP®. 

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