Memória do Box: a esfuziante Iara Pedrosa

Foto: Romulo Barreiros

A fulgurante inteligência da jornalista Iara Pedrosa, marcou época com o seu hilariante humor. Frequenta o Mercado Público diariamente desde menina onde é reconhecida por todos. Solteira, certa vez respondeu a um jornalista que perguntou: Porque nunca casaste? Por pura sorte.

Filha do Desembargador Pedrosa e da senhora Iracema, atualmente com 106 anos, Iara conta que diariamente a mãe repete sem parar: quando eu morrer quero ser cremada. E ela responde: “mamãe, eu já sei”. E a mãe preocupada fala: “mas deixa eu morrer primeiro”. Iara conta ainda, a experiência que a mãe teve aos 95 anos quando ia todos os dias com ela até a praça dos Bombeiros, e um belo dia lá encontrou um velho amigo, publicitário famoso. Perguntou se ele ficaria ali e se poderia cuidar da mãe dela enquanto ela iria fazer umas compras no supermercado. O amigo topou na hora. Iara foi. Na volta, encontrou a mãe numa alegria incomum. Feliz, perguntou: “mamãe, qual é a causa desta euforia? “Ela prontamente respondeu: “o seu amigo me deu um cigarrinho maravilhoso. Era a erva proibida”. O resultado, a mãe ficou gritando durante dois meses: “Iara, chama o teu amigo para fazer uma visita e trazer aquele cigarrinho”. Iara é uma apaixonada por todos que estão perto.

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