Memória do Box: Leonardo, irmão do piloto Ayrton Senna

Na foto eu, Leonardo e Alexandar Mandic. Foto: Arquivo Pessoal

No dia primeiro de maio de 1994, o Brasil e o mundo ficaram tristes com a morte trágica do piloto de formula 1, Airton Senna, em Ímola, na Itália. Airton será eternamente lembrado pelas alegrias e exemplos de simplicidade que deu para todos nós. Em setembro daquele ano, recebi a visita do seu irmão Leonardo, junto com o gênio da internet Alexandar Mandic.

Durante o encontro, contei para ele uma ideia — em tom de brincadeira — que era a seguinte: gravaríamos um comercial onde o Airton Senna entraria no corredor do mercado com o seu formula 1, daria uma freada na frente do Box 32 e depois diria: “Box 32, o único box que eu gosto de parar”.

A surpresa maior, é que a brincadeira foi contada para o Airton, no jantar que aconteceu após o jogo do Brasil, em Paris na França, que foi o último da seleção antes de ir para a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Depois de ouvir a brincadeira, Airton disse:

— Avisa para o Beto que eu irei gravar este comercial sem custo nenhum.

No domingo seguinte, aconteceu a tragédia que todos conhecem. Dois meses depois do acidente, a Adriane Galisteu, que era namorada do Airton, esteve no Box 32 e confirmou a conversa durante o jantar, onde ela estava ao lado dele.

Contei também para leonardo, que conheci o quarto onde o Airton dormia, na casa do empresário Braguinha, em Lisboa, Portugal, que até aquela data estava como o Airton havia deixado na última vez que lá esteve. No outro dia, após a conversa, ele voltou ao Box e me presenteou com um óculos com a marca Senna, com o modelo que ele mais gostava.

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