Memória do Box: o escritor que reflete a alma da Ilha

Foto: Beto Barreiros

O jornalista e escritor Raul Caldas Filho, 78 anos, tem três filhos e cinco netos, com 13 livros publicados e outros no forno, conta que é no balcão do bar que as histórias recebem o brilho que faz de todas as obras verdadeiros documentos, muitos deles retratando aspectos da cidade “dos casos e ocasos raros”.

Com mais de 50 anos de atividade jornalística, ficou marcado também pelo refinamento nas conversas e amizades. O livro Oh! que delícia de ilha, teve cinco edições e foi um sucesso nos anos 1990. Ele frequenta o Mercado Público desde menino, época em que morava na rua Felipe Schmidt e ia com o seu pai ver os barcos pesqueiros chegando cheios de peixes fresquinhos, nos tempos em que o mar chegava até ali.

Já adulto e casado com a bela Luiza, foi um dos fundadores do Box 32 em 1984 e continua sendo seu habitué. Com a crise que estão passando as editoras, seus dois livros inéditos, um só com textos curtos e frases humorísticas e o outro um romance, deverão ser lançados pela internet. Três de suas melhores frases são: “Concordamos sempre com quem tem a nossa própria opinião”; “Censura é a melhor forma de se zelar pela burrice alheia” e “No Brasil até as boas intenções viram esculhambação.”

A propósito: o título do livro de frases será: Tudo é, e não é.

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