Memórias do Box: Heloísa Dunshee de Abranches Sabin, viúva do cientista Albert Sabin

Foto: Beto Barreiros

Corria o ano de 1995, quando uma senhora chegou no balcão e me perguntou: “Vocês são novos aqui? “. Respondi que estávamos naquele espaço desde 1984. Ela então se apresentou. Era a senhora Heloísa Dunshee de Abranches Sabin, viúva do cientista Albert Sabin, que entre as grandes contribuições para o bem da humanidade, descobriu a vacina para combater a poliomielite, que assolava o nosso país. Dona Heloísa contou estar feliz e ao mesmo tempo emocionada de voltar ao Mercado Público, porque viveu momentos felizes com marido ali, na década de 1970, quando veio a Florianópolis a convite do Governador Jorge Bornhausen, que teve a ideia de trazer o pai da vacina para começar uma grande campanha de combate a paralisia infantil, iniciativa que foi imediatamente seguida por outros estados brasileiros e que contribuiu para a erradicação desta doença no país. Emocionada, dona Heloísa contou-me que o cientista Albert Sabin, judeu nascido na Polônia, formou-se em medicina nos Estados Unidos e que jamais imaginou um dia ver seu nome em centenas de escolas, hospitais, clínicas e instituições brasileiras.

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