Memórias do Box: pintor Meyer Filho um frequentador assíduo

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Frequentador assíduo do nosso balcão, o pintor Meyer Filho, além de muito simpático, era bem-humorado, carinhoso e atencioso com todos. Pedia uma cerveja, bebia alguns goles, depois abaixava a cabeça sobre os braços no balcão e me pedia para não deixar ninguém interrompe-lo, porque iria dar uma chegada no planeta Marte para saber como andavam as coisas por lá. Entre outras, contou-me que trabalhou 35 anos no Banco do Brasil, sem faltar um único dia e de jamais ter recebido uma promoção por merecimento. Em compensação, desenhou 40 mil galos nas bobinas das máquinas registradoras durante o horário de trabalho. Neste desenho feito em uma folha de papel ofício, além dos elogios que nos deu, um detalhe não pode passar em branco: ele assina duas vezes. A que tem a cabeça de um galo é a do Meyer cidadão, a outra é a do artista. O desenho é de 4 de abril de 1988. Bons tempos!

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