Meu filho não come nada, e agora?

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Essa é uma das afirmações que mais escutamos em consultório. Pode ter certeza que vocês pais não estão sozinhos! A recusa alimentar, não ter apetite, bem como o desinteresse pela comida, hoje são bem comuns nas crianças, porém precisamos ter um olhar mais aberto a essas questões. Fazer birras, agitação excessiva, estímulos demais como tv, tablet e celulares, tudo isso pode trazer transtornos na hora das refeições.

Algo extremamente importante, e que os pais precisam compreender, é que as crianças já nascem com a capacidade de ouvir e sentir os sinais de fome e saciedade, isso quer dizer que: se estiver com fome, vai pedir por comida; se estiver satisfeita, vai parar de comer. Simples assim!

A gente vê muitos pais dizendo “meu filho não come” sem perceber que na verdade eles comem, sim! Talvez não na quantidade que eles gostariam ou imaginariam ser suficiente. Os precisam entender que o seu papel é oferecer uma alimentação de qualidade, sem a preocupação com o tamanho das porções.

Para se ter uma ideia, mais da metade das mães brasileiras acredita que o filho não come bem. Precisamos realmente verificar se isso é uma verdade. Segundo o gastropediatra Benny Kerzner, que estuda somente as dificuldades alimentares na infância, entende-se por dificuldade alimentar todo problema que afeta negativamente o processo dos pais de suprirem alimento à criança. Interessante, não é mesmo?!

Um dos pontos mais importante para melhorar ou driblar as dificuldades alimentares dos filhos é o exemplo dos pais. E nesse caso, é como soma matemática, o que os pais comem ou deixam de comer, a forma com que se relacionam com a comida, as refeições à mesa, e tudo que estiver envolvido nesse processo acaba tendo reflexo direto nas escolhas da criança. Somos espelhos e eles copiam tudo. Pense nisso!

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