Minha vagina saiu da posição normal?

sexo
Foto: Reprodução/Pixabay

Na última coluna, falei sobre sexualidade e foi um sucesso! Recebi emails e inúmeros comentários sobre o tema. Senti vontade de continuar no tema e aproveitei a semana do Dia dos Namorados para me inspirar.

Ficou claro que a saúde sexual é aspecto fundamental na qualidade de vida dos indivíduos, já que está diretamente ligada ao bem-estar.

Mas, algumas mulheres podem enfrentar certas barreiras, impedindo uma vida sexual de qualidade e, é nesse contexto, que as anormalidades pélvicas ganham uma importância especial.

Entre os distúrbios do assoalho pélvico, podemos incluir a incontinência urinaria, fecal e o prolapso dos órgãos genitais – que atingem mais de 60% das mulheres após os 50 anos.

Os prolapsos se caracterizam pelo deslocamento da parede anterior e/ou posterior da vagina, corpo e colo uterino ou ambos pelo canal vaginal, por consequência de uma fragilidade da parede vaginal em sustentar essas estruturas.

Muito mais do que sabermos a definição, devemos ficar atentas aos principais sintomas a fim de identificá-los e tratá-los com competência.

Entre os principais sinais e sintomas, podemos citar a sensação de massa/peso em baixo ventre, pressão pélvica, dor ou dificuldade na relação sexual, diminuição da sensibilidade vaginal, dificuldade urinária ou evacuatória.

O diagnóstico definitivo depende do exame médico ginecológico, bem como a escolha do tratamento que, muitas vezes, é cirúrgico.

Alguns fatores de risco podem contribuir para as disfunções do assoalho pélvico e podem ser evitados como, por exemplo, a obesidade, o tabagismo, o excesso de peso no trabalho ou na atividade de física, sem uma boa orientação ou cuidados necessários.

Outros fatores de risco devem ser avaliados, como a idade, os partos vaginais, os bebês muito grandes, as doenças pulmonares crônicas – que são responsáveis pela tosse crônica. Esses já fazem parte do diagnóstico e podem ser minimizados com tratamento adequado, como por exemplo, a fisioterapia pélvica.

Além do tabu e do preconceito em relação ao órgão sexual feminino, as mulheres com essa condição frequentemente deixam a queixa em sigilo e abandonam a vida sexual, mostrando a importância de abordamos esse tema e devolvermos qualidade de vida e melhora psicossocial na vidas dessas mulheres.

Leia mais da Dra. Luísa Aguiar
Está na hora de sexualidade virar manchete
“Vivemos um mundo mais doente e paradoxalmente com mais alternativas de tratamento”
Endometriose: entenda a doença que afeta a fertilidade e a vida sexual das mulheres

 

Dra. Luisa Aguiar
Luísa Aguiar da Silva Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB Especialista em Uroginecologia pela Unifesp Professora da disciplina Materno Infantil da Universidade do Sul de Santa Catarina Proprietária junto com a Dra Raquel Aguiar – minha mãe – da Clínica Urogine