“Ninguém precisa mais uma camisa ou uma jaqueta. A roupa tem que ter significado”, diz Patrícia Bonaldi

Em passagem por Brusque, a estilista mineira falou sobre os projetos de expansão e como deseja se posicionar nos próximos ano

Com Daniel Mafra. Foto Ricardo Ranguetti, Divulgação
Por André Groh, especial

 

Patrícia Bonaldi, criadora da marca PatBo, esteve em Brusque na última semana para lançamento da coleção de verão a convite da empresária Patrícia Archer. A estilista mineira bateu um papo com os convidados, intermediado por Daniel Mafra, um dos nomes fortes da moda em Santa Catarina, e falou com a revista.

– A moda aconteceu pra mim de um jeito experimental. Eu não tinha aquela certeza que queria ser estilista. Mas quando as pessoas desejavam muito o que eu vestia, entendi que era meu caminho – comentou Patrícia.

Há 15 anos no mercado da moda de festa, ela se diz muito inquieta. Um dos nomes recentes da moda brasileira, Patrícia começou ensaiando em si criações, que tinham sua própria identidade. Mas nada sério. Até então a mineira estudava Direito e jamais cogitou que poderia se posicionar como uma das principais estilistas contemporâneas do país.

– Preciso sempre me desafiar. Depois que eu vi que a festa é algo que eu fazia muito fácil, pensei: qual será meu próximo desafio? Então me mergulhei no casual e criei a PatBo. É uma moda que vibra, não é um casual besta. Besta é bem mineiro né? (risos). Ninguém precisa mais uma camisa ou uma jaqueta. A roupa tem que ter um significado, tem que te fazer bem. E é isso que a moda tem que te proporcionar.

É dia de feira: As frutas têm história na moda e continuam em alta na primavera e verão
Moda autoral e responsável: conheça “negócios com alma” em Santa Catarina
A moda retorna à geração “paz e amor”

 

Andrá Groh e Patrícia. Foto Maicon Cruz, divulgação

 

Sucesso fora do Brasil

O sucesso no Brasil levou a marca para a Europa e Estados Unidos, onde, há dois anos, está presente nas principais lojas de departamentos desse país. É nos EUA também que está o foco de investimento da estilista, segundo ela por estarem em um bom momento de mercado.

Mas por falar em Europa e EUA, ela conta sobre o tipo de produção de moda, ligada ao shape e ao biotipo da mulher. Com um detalhe para a familiaridade para o público do sul do Brasil e da Europa:

– Beleza é inquestionável, né. Vou ser redundante. A mulher do Sul é muito próxima a europeia. Acerto muito quando faço para o Sul, porque acerto também para os EUA, que é muito parecido. Como a coleção é grande, eu tenho que ser muito dinâmica. Eu penso primeiramente em shapes, porque a brasileira tem muitos tipos de corpo. É uma variedade de cinturas e quadril, e tem que pensar em todo tipo de mulher. A moda tem que ser isso, não pode ser restrita ou ditadora – comenta a estilista

É fato que nas festas mais bem frequentadas, alguma mulher empoderada potencialmente está vestindo Patrícia Bonaldi. Partindo da linha festa, surgiram outros desejos, como o casual, o mais recente beachwear, e há sonhos ainda, como mergulhar-se no homewear e quem sabe ensaiar alguma coleção masculina.

– Eu sou uma pessoa que ama cores, bordado, estampa… A natureza está na minha marca. Com uma identidade tropical, latina. Acho que tudo o que me rodeia é uma inspiração por fim – ressalta.

Qual é a sua personalidade na moda?
Lavanda: saiba como usar a cor da moda neste verão