Nicolas Prattes fala sobre carreira e conta que recusou papel para ir pra Disney

Aos 21 anos ator acumula papeis de destaque na televisão e acaba de estrear no cinema

nicolas prattes
Foto Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Ele tem só 21 anos e é o galã do momento na TV. O motivo até parece óbvio quando a gente olha para o jovem ator bonitão e de sorriso fácil, mas bastam menos de cinco minutos de conversa para perceber que o sucesso de Nicolas Prattes está longe de ser uma questão de beleza ou sorte.  Acumulando papeis de destaque numa carreira que começou quando ainda era criança, Nicolas fala com desenvoltura e maturidade sobre como as coisas foram acontecendo na sua vida.

Seu último papel em novela, como o protagonista Samuca de O Tempo Não Pára, ainda repercute nas ruas, até pelo fato do ator ter engatado romance com sua parceira na trama, a bela Juliana Paiva. Em paralelo Nicolas comemora sua estreia no cinema, no filme O Segredo de Davi, onde interpreta um serial killer numa atuação completamente diferente de tudo o que já havia feito. A convite da agência La Bella Hub ele esteve recentemente em Florianópolis participando de um evento com jovens que sonham com uma carreira na moda ou entretenimento. Compartilhou um pouco da sua experiência e a gente aproveitou para conhecer um pouquinho mais dessa história.

Você já conhecia Santa Catarina?
Quase nada, ano retrasado passei um Réveillon em Garopaba, mas nem parei em Floripa, estou amando conhecer. As pessoas são muito educadas, a cidade é linda, me identifico com cidade de praia e estou me sentindo em casa.

Quando você percebeu que queria ser ator?
Eu comecei muito cedo, com três anos de idade. Minha mãe era Garota do Zodíaco no programa da Xuxa e me teve com 18 anos. Quando a minha avó não podia ficar comigo ela me levava para o Projac e numa dessas idas uma produtora de elenco viu aquele bebezão e falou que estava precisando de um menino para uma novela. Acabou que eu fui o filho do Thiago Lacerda e da Ana Paula Arósio em Terra Nostra, fui o Francesquinho.

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Foto Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Em seguida já vieram outros papeis?
Não, entre os quatro e os sete anos de idade eu decidi que queria ser jogador de futebol, queria ser uma criança normal, achava que quem era ator não vivia, agora mais velho eu descobri que é isso mesmo (risos), só fui voltar a pensar no assunto com nove anos, mas também não foi algo que fui atrás. Eu fui fazer carinho no cachorro de uma moça e ele era dona de uma agência, deixou um cartão, eu acabei entrando para a agência e passei logo no teste para ser o Pedrinho do Sítio do Pica Pau Amarelo. O problema foi que eu recebi essa notícia justo quando estava indo para Orlando, a produtora ligou e disse que eu tinha que voltar para a preparação de elenco.

E aí? Você abandonou a viagem?
Era minha primeira viagem para o exterior, duas semanas na Disney, e eu resolvi que queria conhecer o Mickey. A moça da agência ficou muito brava, disse para a minha mãe que eu não tinha nascido para atuar, que qualquer um não pensaria duas vezes para voltar, que iria falar mal de mim, mas eu não me arrependi de nada, gostei muito de ter feito a viagem e isso mostra que não adianta o que as pessoas falam, se você tem a sua confiança pode todo mundo jogar contra que você vai conseguir, o que importa é que você que está escalando a montanha, não é ninguém que está te carregando no braço.

Você estreou recentemente no cinema, num papel forte, de um serial killer. Como foi essa experiência?
Uma carga pesada. Viver um psicótico no cinema, uma arte que eu não tinha experimentado ainda, muito diferente de teatro e TV. Foi muito legal porque foi junto com o Samuca da novela e o público pode ver personagens totalmente diferentes e para o ator isso é maravilhoso, porque ele quer ser camaleão, quer mostrar várias facetas. O filme foi rodado quase dois anos atrás e eu tive que ir para São Paulo, morei sozinho pela primeira vez, um carioca numa cidade que não tem praia, me senti um peixe fora d´água, pintei o cabelo para olhar no espelho e ver que não era eu que estava ali matando aquelas pessoas. Foi o personagem mais denso que eu já fiz e foi a experiência que mais mexeu comigo internamente, eu tive que tirar coisas de dentro de mim que eu nem sabia que existiam.

Como lida com o assédio, sendo a bola da vez entre os galãs?
O Tarcísio Meira falava que quando começou todo mundo queria colocar ele na prateleira do galã e ele disse que não se importava, só ia continuar fazendo o trabalho dele, porque a gente entende que as pessoas têm isso de querer saber em qual prateleira colocar o ator, aí a gente vai fazendo o nosso trabalho e vai mostrando né? Eu nunca vou deixar que isso me incomode, de maneira nenhuma. Sobre o assédio, eu sempre tive muito cuidado em manter a minha vida particular, existe uma linha tênue quando a gente começa a trabalhar que as pessoas querem saber mais da nossa vida que a gente mesmo, mas graças a Deus eu tenho fãs muito respeitosas, nunca passei nenhuma situação constrangedora ou que me tirasse do sério.

Qual a dica para as crianças e adolescentes que sonham com um futuro na televisão?
Acreditar no que eles sentem dentro do coração, porque a nossa chama interna não mente e a gente vai alimentando ela com as experiências que a gente tem ao longo da nossa vida, então mantenham essa chama acesa, acreditem nos seus sonhos e cada obstáculo que aparecer é só para tornar a vitória mais bonita.

Assista ao vídeo com a entrevista:

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