Novembro Roxo: campanha sensibiliza sobre prematuridade

Qualquer nascimento que ocorra após as 20 semanas de gestação e antes das 37 semanas completas é considerado prematuro

bebê prematuro
Foto: Pexels

Em 17 deste mês é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, data que motiva o Novembro Roxo, mês dedicado a essa causa. No Brasil, segundo a Fiocruz, a taxa de nascimentos prematuros é de aproximadamente 12%, mais que o dobro da observada em países desenvolvidos.

Qualquer nascimento que ocorra após as 20 semanas de gestação e antes das 37 semanas completas é considerado prematuro, e quanto menor a idade gestacional, mais grave e mais complexo é o tratamento do recém-nascido na UTI neonatal.

Esse tipo de nascimento exige estrutura assistencial, capacidade técnica diferenciada e equipamentos específicos, nem sempre disponíveis nas maternidades. Além disso, afeta intimamente as estruturas familiares, alterando as expectativas e todos os anseios em relação ao bebê.

O Sistema de Informação de Nascidos Vivos, implementado pelo Ministério da Saúde em 1990, possibilitou o acompanhamento estatístico dos nascimentos em todo país. É um avanço na cobertura e acompanhamento dessas famílias, além de coletar dados epidemiológicos capazes de melhorar os fatores de risco modificáveis para o desfecho destes casos.

A prematuridade como uma das principais causas de mortalidade infantil tem sido estudada em diferentes países, e alguns fatores de risco já foram elucidados, como as alterações placentárias ou do colo do útero, infecções maternas, destacando a urinária, líquido amniótico de volume aumentado ou diminuído, hábito de fumar, estado nutricional, ausência de pré-natal, idade materna abaixo de 20 anos ou acima de 40. Porém, na maioria dos casos, a causa ainda é desconhecida.

Os bebês prematuros são mantidos em períodos longos de internação e observação hospitalar, precisando de suporte familiar integral. É um momento de intensa doação, medo, angústia, cansaço, no qual o sentimento de perda se faz presente para os pais. O momento da alta é sempre regado à sensação de vitória tanto para equipe médica como para as famílias.

Muitos desses bebês que conseguem superar o período neonatal de risco graças a cuidados intensivos da equipe multidisciplinar envolvida nas UTI neonatais e aos avanços tecnológicos requerem suporte adequado e especializado, devido aos danos e sequelas decorrentes da prematuridade.

Ser mãe e pai antes da hora é transbordar amor e desespero antecipadamente, viver uma rotina avassaladora de casa-UTI-casa e aguardar 24 horas por ótimas notícias. Se mãe já é guerreira por natureza, imaginem as mães de prematuros…

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Dra. Luisa Aguiar
Luísa Aguiar da Silva Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB Especialista em Uroginecologia pela Unifesp Professora da disciplina Materno Infantil da Universidade do Sul de Santa Catarina Proprietária junto com a Dra Raquel Aguiar – minha mãe – da Clínica Urogine