O que pais e as escolas podem fazer para evitar o bullying entre crianças e adolescentes

Desde 2013, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania instituiu o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying

crianças
Foto: Reprodução Facebook

Cada vez mais recorrentes, as tragédias nas escolas brasileiras têm dado maior visibilidade ao bullying, um assunto que merece atenção especial. Diante disso, desde 2013, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania instituiu o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying.

A data é a mesma do conhecido massacre de Realengo (RJ), quando Wellington Menezes de Oliveira matou 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em 2011.

Recentemente, em Suzano (SP), dois jovens entraram na Escola Estadual Raul Brasil e deixaram 10 alunos mortos e outros feridos. De acordo com a investigação, os jovens planejavam matar os desafetos na escola. Esses dois casos, além de outros como o ocorrido em um colégio de Goiânia (GO), em outubro de 2017, quando um estudante matou dois colegas e feriu outros quatro, evidenciam casos de bullying.

– Os pais, professores e a sociedade estão, na maioria das vezes, voltados para questões da vida cotidiana que não percebem as mudanças nos filhos e nos alunos. Acredite, o local de maior incidência de bullying é na escola. Quem o pratica demonstra o que sente, sofre ou sofreu, muitas vezes sem perceber – explica a pedagoga do Colégio Energia Florianópolis, Rosemeri Linhares, especialista em educação infantil.

Segundo ela, é essencial repensar o mundo em que vivemos atualmente, onde quase tudo é permitido. Será a negligência dos pais ou o olhar mais atento das escolas que fazem com que o bullying seja praticado tão frequentemente?

– É preciso estar atento e, ao perceber sinais de sofrimento em crianças e adolescentes, buscar ajuda e dialogar sobre o que eles estão sentindo – finaliza Rosemeri.

Dicas para os pais e professores observarem nas crianças e adolescentes:

  • Isolamento do grupo;
  • Queda das notas e o rendimento escolar;
  • Ataques de fúria e impulsividade, ferimentos pelo corpo;
  • Adolescentes e adultos podem passar a beber ou usar outras drogas para fugir do sofrimento;
  • Quem pratica também sofre;
  • Geralmente a criança ou adolescente quer ser mais popular entre o grupo, se sentir poderoso, é uma pessoa que não sabe dialogar, sente-se satisfeito quando humilha os outros;
  • Local de maior incidência do bullying é na escola;
  • Se a criança, adolescente ou adulto se considera desprezado em seu ambiente familiar, vai demonstrar seu desprezo também fora desse meio;
  • É interessante mencionar que estudos revelam que normalmente os agressores são crianças com maior porcentagem de reprovação.
Leia mais:
Veja os cuidados que os pais precisam ter na formação dos hábitos alimentares da crianças
Três exercícios de mindfulness para praticar com as crianças
Criança que luta contra o câncer sobe no palco com Vitor Kley e se emociona ao cantar O Sol