O meu filho só come o que quer, e agora?

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Uma das principais queixas que quase todos já ouviram de alguém é: “o meu filho só come o que quer e quando quer” ou, “tenho que ficar correndo atrás dele/a para comer” ou, “quando chega a hora do almoço já fico arrepiado, porque sei que vai ter briga” e por último e não menos importante: “Já nem ofereço mais frutas e vegetais, prefiro evitar o estresse”.

Como já conversamos anteriormente, a neofobia alimentar é comum entre as crianças, principalmente até os oito anos, mas se não intervirmos adequadamente, a recusa alimentar poderá se estender para a vida adulta. Em algumas situações, já no primeiro aninho os pequenos começam a recusar alimentos que antes aceitavam perfeitamente. Normalmente, os pais ou cuidadores vão retirando da rotina alimentar aqueles alimentos para os quais os seus filhos mostram algum tipo de recusa – começam a oferecer apenas a maçã e a banana (ou qualquer outro alimento) que eles aceitam melhor – e de repente, sem ter percebido, vão tornando a alimentação cada vez mais monótona e inserindo um sem fim de industrializados, que como sabemos, acabam prejudicando a saúde da criança quando consumidos em excesso e rotineiramente.

Pensando nisso, hoje queremos trazer para vocês a principal dica para evitar que a seletividade alimentar se instale na sua família, ela vai até chegar, mas garantimos que irá embora bem rapidinho. E se você já está vivenciando essas situações coloque em prática o que vamos te falar, e aos poucos, com certeza tudo irá ficar melhor.

Vocês, papais, devem definir uma rotina de alimentação:

• Isso significa que devemos colocar horários para o café da manhã, para o lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Isso ajudará a eliminar a ansiedade e os beliscos fora de hora. As crianças e o seu subconsciente, precisam saber quais são os momentos de se alimentar.

• Defina o local onde serão realizadas as refeições: As crianças precisam saber que a mesa é o lugar de fazer refeições. Dessa forma evitamos ter que correr atrás deles para que comam, ou que comam no sofá distraídos frente a televisão (onde nem perceberão que estão comendo). Podemos também definir um lugar acessível para o consumo de frutas, onde possamos, todos os dias, deixar frutas picadas ao alcance deles (por exemplo uma mesa baixa na sala).

• Também é responsabilidade dos pais definir quais são os alimentos que irão no prato. Nós decidimos o que compramos no mercado, as frutas e vegetais que teremos em casa, assim como se compramos ou não alimentos açucarados. Por isso, você decide o que vai no prato dos seus filhos. Comece fazendo melhores escolhas. Coloque sempre no prato algum alimento que você sabe que seu filho gosta e aceita, mas junto desse alimento, coloque outros que ele ainda precisa experimentar, em quantidades pequenas. Dessa forma, eles terão sempre a oportunidade de experimentar coisas novas.

Agora que você sabe qual é o seu papel, queremos te contar que:

• Não precisa brigar com a criança para que ela se alimente, apenas oferte a refeição, informe o próximo horário de comer e que ele pode escolher dentre as opções que estão no prato. Você ainda pode estimular a criança a se servir sozinha, escolhendo as porções que irá comer.

• É importante que você a estimule a comer até se sentir saciada, sem obrigar a que raspe o prato.

• É a criança que decide a quantidade que irá comer e o quê irá comer. Ao longo do dia ela terá várias oportunidades de fazer as suas próprias escolhas dentre as opções colocadas à mesa. Por isso, variedade e qualidade são as palavras-chave!

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