Que tal construir uma onda de energia que se desdobra em ações focadas?

Verão na Praia da Joaquina. Foto: Guto Kuerten

Na construção do brasão da nossa empresa, tive que fazer visitas profundas ao sentido da minha existência e no que descende dela. Escrevi um texto para a designer do brasão que tem tantas simbologias, que quase que nem eu entendi.

Desde pequena criei intimidade com tudo o que nasceu comigo – e sempre incentivo isso: meu nome e seu significado (nome e sobrenomes), o ano, dia, local e hora do meu nascimento; a origem dos meus ancestrais, cativei curiosidade sobre a filosofia e admiração sobre a dualidade presente no mundo – que meu irmão me ensinou cedo a descrever como yin e yang, a energia do masculino e o feminino – e por fim, sempre acreditei que se nasci neste país é porque tenho com ele uma missão enraizada.

Foi de cair da cadeira quando ao pesquisar a divina proporção – queria representar no brasão minha crença de que o micro se reproduz no macro, porque aprendi que “como eu penduro a roupa no varal é como faço tudo na minha vida”, que encontrei o Nikola Tesla – inventor austro-húngaro que desenvolveu pra lá de 700 patentes relacionadas com a eletricidade, transmissão via rádio, física teórica e nuclear, da ciência computacional e realmente muito mais.

Em março deste ano completei 36 anos, no dia 27. No mesmo período, completei 27 artigos para este jornal e 27 programas do Jornal do Almoço. Desenvolvemos uma cultura em nosso negócio por causa do meu amado 27 e vivi durante absolutamente toda minha história, coincidências sincronicamente não planejadas como esta – e aqui, amamos estas surpresas.

Daí descubro o Tesla – um homem cheio de “manias” – ele rodava 3 vezes o quarteirão de onde quer que ele fosse, e só depois entrava. Também, ao se hospedar, exigia quartos de números múltiplos de 3 e, como eu disse, foi de “cair da cadeira” que ao pesquisá-lo descobri que ele nos deixou 27 lições para viver a vida – e que eu tenho um curso chamado 27 dias para mudar a minha vida. Muita gente acreditava que ele era excêntrico, mas será mesmo que existem as coincidências?!

Nunca “viajei” tanto quanto naquele dia, e desde então me aprofundo nessa conexão tão particular que está a nossa disposição: de construir nossa própria maneira de estar conectado com a realidade e como criá-la a partir disso.

Sei que este tema daria grandes debates. Eu não tenho certeza das razões do Tesla, mas carrego a suspeita de que ele construiu um mundo que ancorava uma vibração de energia positiva para ele. Um 27-se muito particular que nos desafio a pensar.

É como se, ao encontrar um 27 ou ao rodar três vezes em torno de um quarteirão, ele pudesse – e nós também – construir uma onda de energia, desdobrando-se em pensamentos e ações focadas para o objetivo daquele dia e para a construção da realidade que ele quisesse. Qual seria o seu 27?

 

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