De clássicos do rock a Evidências: saiba como foi a apresentação da Orquestra de Baterias em Florianópolis

Orquestra de Baterias de Florianópolis
Fotos: Cristiano Estrela

A primeira edição da Orquestra de Baterias de Florianópolis, em 2013, reuniu 36 bateristas. Neste domingo, em frente à Catedral Metropolitana, foram 482 músicos tocando juntos na sexta edição do evento. É a maior reunião ao ar livre de bateristas das Américas, segundo a organização do encontro anual de bateristas, que já recebeu o título de terceiro maior do mundo em número de participantes, só perdendo para as Orquestras da China e do Reino Unido.

O crescimento progressivo se dá pela aceitação do púbico. Na tarde deste domingo, a apresentação movimentou as ruas da região central de Florianópolis, que nos fins de semana costumam ser vazias e silenciosas. Além de reunir músicos, o objetivo do evento — que é parte do calendário da Maratona Cultural de Florianópolis — é movimentar a cidade, colocar o Centro nos roteiros culturais sábados e domingos, como conta a idealizadora do projeto, Paula Borges.

Orquestra de Baterias de Florianópolis

— Começamos com ideia de fazer um show acessível tanto para os bateristas quanto para o público. Hoje são quase 500 músicos reunidos, mas mais do que os números expressivos, o que nos alegra é ver a cidade cheia e ver que espetáculo se tornou um evento da cidade. Temos bateristas crianças, idosos, temos dois cegos hoje aqui tocando. Então é legal ver que ele se tornou um evento acessível literalmente.

No repertório canções de AC/DC, Guns’n Roses, Amy Winehouse, Bon Jovi, Michael Jackson, e um clássico da música brasileira — Evidências, de Chitãozinho & Xororó —, que surpreendeu o público.

— Muita gente criticou a escolha dessa canção, mas ela é um clássico da música brasileira e nós vamos tocar, sim — comentou o músico Alexei Leão, regente da orquestra.

Encostada na grade que separava o público dos bateristas, Beatriz Pio Garcia, 10 anos, curtiu a apresentação de quase duas horas do começo ao fim. Acompanhada dos pais, a menina, que faz aula de canto e violão, revelou o desejo de ser musicista.

Orquestra de Baterias de Florianópolis

— Eu quero ser cantora de rock, eu acho que eu canto desde que nasci. Meus grupos favoritos são Queen e Guns’n Roses, aliás, essa que está tocando é a que eu mais amo — referindo à canção Paradise City, do Guns’s, que agitava o público.

Na orquestras, várias crianças demonstravam habilidade com a bateria. Joaquim Duarte, de dois anos e meio, estava acompanhado do pai, também baterista. O pequeno, que já tem a própria bateria, na apresentação se arriscou no instrumento do pai, enquanto esse tirava som da minibateria do filho.

Orquestra de Baterias de Florianópolis

—  Ele sempre viu o pai atuando na igreja e ensaiando em casa, sempre gostou, mas agora ele está começando a entender melhor e tocar mesmo — comentou a mãe, Priscila.

No colo do pai, que já foi baterista profissional, Gabriela Pauletti, de oito anos, dividiu as baquetas com o pai, que hoje se diverte somente como hobby na companhia da filha.

Orquestra de Baterias de Florianópolis
Fotos: Cristiano Estrela

— Eu quero ser ginasta, mas gosto muito do tocar bateria e acompanhar meu pai — revelou Gabriela.

 

Confira os melhores momentos da Orquestra de Baterias de Florianópolis: