Ostras Fine de Claire manezinhas

ostras verdes
Foto: Michel G. Franco, divulgação

Estas ostras famosas na França já existiam aqui no ano de 1500. No livro Porto dos Patos – A fantástica e Verdadeira História da Ilha de Santa Catarina na Era dos Descobrimentos, do escritor João Carlos Mosimann, na pagina 105 está escrito: “Onde se encontra muito boa água e pequenas ostras verdes de um sabor delicioso”. O local é a praia da Caieira, no Ribeirão da Ilha, a mesma do desembarque da comitiva de Caboto entre 1526-1527, que degustou todas e ainda escreveu para a história.

Conhecidas na França como Fine de Claire, são as mais raras, deliciosas e caras. Lá, elas são retiradas do mar e colocadas em tanques com algas, onde adquirem o tom esverdeado. Aqui, ficavam esverdeadas naturalmente. Será que 500 anos depois de Caboto, teremos de volta as nossas ostras verdes?

As ostras representam a pureza dos oceanos, vivas são muito valorizadas no mundo todo. Devemos dar mais atenção para isto, porque os conhecedores e turistas não as trocam por nada.

Para afastar o preconceito de comer a ostra viva, deixo uma dica: uma dúzia de ostras vivas abertas, pão francês – conhecido aqui como pão de trigo –com manteiga e espumante ou vinho branco que não tenha passado por barril de carvalho. Limão só deve ser usado quando as ostras estão muito gordas.

Coma uma ostra, em seguida uma fatia de pão com manteiga para cortar o sabor residual e na seqüência beba um gole da sua bebida predileta. Repita a degustação nesta ordem até o fim e bom proveito!

Leia mais:

Memórias do Box: o escritor que reflete a alma da Ilha

Pimenta para todos os paladares

Restaurante traz o sabor da Grécia em Florianópolis