Empresários de SC falam sobre o empreendimento que conquistou Neymar

Já que a Copa é o assunto do momento, estivemos nas obras do prédio que será o residencial mais alto da América Latina – e que terá o craque como proprietário da cobertura

Lindomar e Alcino Pasqualotto. Foto: Cristiano Estrela

Quem conhece Balneário Camboriú sabe que os arranha-céus viraram uma marca registrada da cidade, inclusive com uma espécie de “competição” entre as construtoras da região para ver quem ergue o edifício mais alto. Nessa disputa, um empreendimento tem virado notícia não só pelo tamanho, mas pela quantidade de famosos que manifestaram
o desejo de ter ali uma segunda residência e já adquiriram apartamentos.

Neymar é o nome mais falado, mas do futebol outros craques como Arthur, do Grêmio, e Luiz Gustavo, do Olympique de Marselha, figuram na lista de compradores famosos. Terão como vizinhos astros da música como Luan Santana, Sorocaba e Alexandre Pires. Estrelas que se encantaram com o visual do prédio de luxo que está sendo construído no Barra Sul, uma das áreas mais privilegiadas de Balneário Camboriú.

Vista do Prédio – Foto: Cristiano Estrela

Depois de pronto, o edifício terá 81 andares e 10 mil m² de área de lazer. Cada um dos 264 apartamentos terá cerca de 250 m² privativos e 450 m² de área total, com quatro suítes (duas com closet e uma com hidromassagem), três vagas de garagem e dependência de empregada com banheiro. O acesso ao glamour custa a partir de R$ 4 milhões.

Alcino Pasqualotto. Foto: Cristiano Estrela

Neymar, que já é dono de um apartamento em Itapema da mesma construtora, tratou logo de negociar uma das coberturas, que são duplex e possuem o dobro do tamanho. Com o diferencial de ser construído junto a uma marina, o imóvel foi desenvolvido pelo renomado estúdio de design italiano Pininfarina, reconhecido internacionalmente por realizar projetos para marcas como Ferrari e Rolls-Royce.

A previsão de entrega das duas torres do prédio é maio de 2020, mas já é possível ter uma ideia do que os futuros proprietários irão encontrar. As obras estão no 58º pavimento e um apartamento decorado está aberto a visitação. No início da semana eu estive no Yachthouse e a vista lá do alto é realmente de tirar o fôlego. Também bati um papo com o jovem empreendedor Alcino Pasqualotto, que está à frente do ousado projeto e contou, entre outras coisas, que foi preciso buscar tecnologia fora do país para garantir a segurança do edifício.

prédio
Foto: Cristiano Estrela

Balneário Camboriú é famosa pelos prédios altos na orla, mas este será muito maior. Por que decidiram apostar numa construção tão alta?

A cidade foi o fator principal para essa aposta. Balneário tem um desenvolvimento urbano muito grande se comparada a outros municípios e uma excelente infraestrutura de entretenimento, lazer, além das belezas naturais. E nós achamos que nessa localização, dentro da marina, merecia ser feito um empreendimento grandioso.

Onde buscaram tecnologia para garantir a segurança das torres?

No Brasil esses empreendimentos são novidade, começaram nos últimos cinco anos, mas em outros países como em Dubai, Emirados Árabes, China, Estados Unidos, já são convencionais. Então todos os nossos projetos e estudos nós trouxemos profissionais de fora, fizemos testes no exterior, para que tenhamos essa segurança com relação ao clima e a tudo que possa ocorrer hoje e no futuro. Porque o nosso clima está mudando e isso tende a afetar cada vez mais as construções. Nós fizemos um edifício para durar mais
que uma vida.

Só na fundação foram usados 4.562 caminhões de cimento. O canteiro de obras é quase uma cidade…

Hoje temos 450 pessoas trabalhando diretamente e acreditamos que nos próximos quatro ou cinco meses esse número vai chegar a mais de 600. Estamos agora no 58º andar de estrutura e já iniciamos a parte de acabamento, então são várias frentes de trabalho. É um
empreendimento muito grande, são 142 mil m² de obra.

Assista à entrevista completa:

Mesmo sendo um imóvel de luxo, vocês estão com 80% dos apartamentos vendidos dois anos antes da entrega, o que mostra que existe público para esse tipo de empreendimento…

Balneário Camboriú é uma cidade internacional, tem todo o público do Brasil que vem para cá como segunda residência, das regiões centro-oeste, sudeste, sul, que frequentam muito a nossa cidade. E até os brasileiros que moram fora do Brasil, quando vêm para cá com segunda residência ou férias, querem estar em Balneário pela segurança, pela qualidade natural que a cidade oferece, pelas atrações, vida noturna, restaurantes, shoppings…

O Neymar se encantou pela região, está investindo pela segunda vez num imóvel aqui. Vocês acabaram virando amigos, né?

Todo o Brasil é amigo do Neymar, todo mundo gosta dele, torce por ele e o vê com um ídolo para as crianças, para o esporte, para o nosso país. É um orgulho muito grande ter ele frequentando a nossa região, estando com a gente nos nossos empreendimentos, porque ele atrai muita energia positiva, é uma pessoa muito simples.

E ele fez algum pedido especial para a cobertura?

Aí são pequenos detalhes que a gente não pode falar, mas ele é uma pessoa muito iluminada, a gente gosta muito de ter ele presente conosco. Esses artistas de um modo geral gostam de estar nesses empreendimentos “home club”, onde você tem muitos serviços, comodidade e convivência com outras famílias.

O que terá na área de lazer do empreendimento?

Serão 10 mil m² de área de lazer, com quatro unidades de alimentação, bistrô, comida natural, bares, quatro salas de festas, três áreas de piscinas (adulto, família e jovem). É um resort dentro da marina, que tem vários tipos de atração. O condomínio depois de pronto vai ter uma média de 60 funcionários trabalhando nas áreas sociais e de lazer.

Curiosidades

Balneário Camboriú é destaque nacional pelo número de andares de seus prédios. Segundo a organização não-governamental Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), a cidade reúne oito dos dez edifícios mais altos já entregues e em construção no Brasil.

Antes da gravação, perguntei também ao Alcino se eles tinham projeto de construir outro edifício ainda mais alto, e ele confidenciou que acreditava que nunca mais alguém teria coragem de erguer um prédio daquele tamanho no Brasil, principalmente pelos altos
custos envolvidos.

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