Camille Reis: Patrícia Eicke fala sobre as viagens com Mineirinho

Patrícia Eicke - Foto Felipe Carneiro

Patrícia Eicke – Foto Felipe Carneiro

Taiti, Maldivas, Havaí, Califórnia… Quem acompanha Patrícia Eicke pelas redes sociais tem a sensação de conhecer um pouquinho de alguns desses roteiros incríveis ao redor do mundo. Aos 25 anos, a catarinense tem um passaporte de dar inveja a muito viajante experiente. Ela, que sempre gostou de aventura, encontrou na parceria com o marido Adriano de Souza o casamento perfeito. Desde que subiu ao altar com Mineirinho, em janeiro do ano passado, Patrícia tem acompanhando o surfista em praticamente todas as etapas do campeonato mundial, com direito a algumas esticadinhas de férias.

São tantas descobertas nessas andanças mundo afora que ela começou a compartilhar suas experiências e dicas na internet, deixando um pouco pra trás a carreira de modelo e a formação em Publicidade e Propaganda. Algumas de suas histórias parecem até tiradas de filme, como o pedido de casamento numa praia do Havaí e a dengue que contraiu em plena lua de mel nas Ilhas Maldivas.

Saudade de casa

No meio de tantas aventuras Patrícia só sente um pouco é a saudade de casa. Manezinha criada “debaixo das asas da mãe”, como ela mesmo fala, fica com o coração apertado principalmente em datas comemorativas, como nas festas de fim de ano quando normalmente eles estão em algum lugar distante do planeta. Juntos há 7 anos, Patrícia e Adriano mal têm tempo de curtir o belo apartamento de frente para o mar no descolado bairro Novo Campeche, em Florianópolis, e onde cada detalhe remete ao clima de praia. Foi lá que ela me recebeu numa tarde ensolarada com seu sorriso encantador e jeitão de moleca que em apenas cinco minutos dão a sensação de que sempre fomos amigas.

Você sempre gostou de viajar ou foi a convivência com o Mineirinho?
Comecei a viajar mais depois que eu conheci ele, claro, por causa da profissão dele. Na época que a gente namorava eu fazia faculdade e não podia acompanhar sempre, mas depois do casamento passei a ir pra todos os lugares e me descobri uma apaixonada por viagem, tanto que levo isso pro meu canal no Youtube, onde mostro as coisas que gosto e dou dicas pra quem tem namorado surfista do que fazer nesses destinos.

A rotina de viagens te deixou mais prática na hora de arrumar a mala?
Não (risos). Detesto fazer mala, não consigo ser rápida. O Adriano leva 3 bermudas, 2 camisas e 2 cuecas pra passar 3 meses, eu vou com 2 malas cheias! Sempre acho que tá faltando alguma coisa, uma blusinha, um vestido…

O que curtem fazer quando estão em Floripa?
Atualmente é muito raro estarmos os dois em casa, se for contar no ano inteiro o Adriano deve passar uns 30 dias aqui, sendo que consecutivos no máximo uma semana. Na última vinda ele ficou 1 dia e meio, então nem dá pra curtir. No verão de Floripa normalmente estamos no Havaí, acho que na praia em frente de casa só fomos no inverno pra dar uma caminhadinha. Eu sinto muita falta da família, dos amigos, porque quando viajo é pra ficar uns 2 meses fora, o Adriano já está mais acostumado porque tem essa rotina desde os 10 anos.

Ser uma viajante tem seu lado difícil também então…
Tem sim, Natal e Réveillon a maioria das vezes a gente passa só os dois, aniversário a gente passou sozinho muitas vezes. Claro que tem alguns amigos que a gente faz nessa vida de viagens, mas não é a nossa família que a gente gostaria de estar perto, é uma vida bem solitária porque você acaba conhecendo várias pessoas no mundo inteiro mas nenhuma delas é aquela que você pode contar de verdade.

Mineirinho e Patrícia Eicke – Foto Marcelo Schmoeller

E vocês planejam filhos?
A gente planeja, se dependesse dele eu já estaria com uns dois (risos). Mas como eu tenho 25 anos e me acho muito novinha vou esperar pelo menos uns 2 ou 3 anos pra começar a pensar. Por enquanto eu quero aproveitar o nosso casamento, nós dois, porque eu acho que é uma oportunidade única, com filho muda tudo.

Já aprendeu a surfar?
Não, sou péssima, já tentei, entrei no mar com o Adriano diversas vezes, mas fico 3 segundos em pé na prancha no máximo. Na adolescência eu jogava basquete, é um esporte que eu amo, mas água não é pra mim. Por incrível que pareça eu me sinto enjoada quando fico na prancha sentada esperando onda (risos).

Que lugares curtem em Santa Catarina?
A gente viaja pouco por aqui, até pelo Brasil, mas já fomos pra Guarda do Embaú, Garopaba, Ibiraquera…

E quais foram os roteiros inesquecíveis?
Muita gente me faz essa pergunta e eu sempre fico na dúvida do que responder porque cada lugar tem o seu diferencial, mas se for por beleza extraordinária, que você fica hipnotizado, foram 3 lugares: a Tailândia, na região das Ilhas Phi Phi; Maldivas, que é surreal; e Bora Bora que eu acabei de conhecer na Polinésia Francesa, a gente não acredita no que está vendo, água cristalina, montanhas maravilhosas…

Já enfrentaram alguma roubada?
Sempre, de ficar umas 2 semanas sem mala, ter que comprar tudo. Na última viagem chegamos na Ilha de Morea, na Polinésia Francesa, e quando percebemos o Adriano tinha feito a reserva de hotel em outra ilha, queria matar ele (risos). Tivemos que procurar outro lugar e tava tudo cheio, só umas 5 horas depois conseguimos um quarto pra dormir. Teve ainda minha lua de mel, nas Maldivas, que comecei a me sentir mal nos últimos dias e quando chegamos na Austrália fui diversas vezes para o hospital e ninguém sabia o que eu tinha. Achavam que eu tava grávida. Com a ajuda de uma amiga brasileira descobri que era dengue, lá eles nunca tinham ouvido falar.