Espetinhos inusitados e vinhos feitos na China: confira um passeio gastronômico por Pequim

A maior região produtora da China se chama Yantai-Penglai, com mais de 140 vinícolas, produzindo 40% do volume total chinês

Fotos: Loco por Vino

Existem algumas cidades na China que fornecem o visto de trânsito, concedido no aeroporto, sem custo, e que permite ao viajante ficar até 144 horas na região. Foi com este visto que visitamos Pequim.

Contratamos a beijingimpression.cn para um tour privado de três dias, sem aquelas paradas em lojas para turistas e sem ter que esperar por 40 pessoas em um ônibus. Mas o que fazer em 144 horas em Pequim?

No primeiro dia visitamos o Summer Palace, um conjunto de templos que era o jardim imperial na Dinastia Qing.

De lá, fomos ao Lama Temple, que guarda uma impressionante estátua de Buddha, de 60 pés, feita com uma única árvore chamada Sandalwood.

Finalizamos o dia com um almoço tradicional chinês em Old Hutong, onde a atmosfera da antiga Pequim ainda sobrevive.

No dia seguinte, visitamos a Muralha da China, sendo a parte Mutianyu a menos ocupada por turistas. Na saída das muralhas existe um Subway que vende comida chinesa. As melhores pedidas são o Kung Pao Chicken e Tofu.

Seguimos para visitar as Ming Tombs, um complexo de tumbas de imperadores. E ainda deu tempo para uma passada no Beijing Zoo para ver os pandas.

No terceiro dia, visitamos a Tian’anmen Square, o maior espaço público da terra, onde se pode ver o corpo embalsamado de Mao Tse Tung.

Passando pela Square, chegamos na Forbidden City, o lugar mais visitado de Pequim.

Depois do almoço fomos ao Temple of Heaven, conhecido por ser um local de oração utilizado pelos imperadores e um dos lugares mais fotografados da China.

A noite fomos no Donganmen Night Marketing, onde pudemos encontrar algumas “guloseimas”.

Escorpião, cobra, lagarto, larvas… o ideal é já andar com uma cervejinha na mão, pois algumas vezes você vai precisar dar um “empurrãozinho”para descer as iguarias.

E quanto aos vinhos? Os chineses são famosos por esbanjar na compra de seus vinhos, comprarem sempre os mais caros Bordeaux em suas viagens a França e inclusive são conhecidos por adquirirem Chateaux inteiros na Europa.

A maior região produtora da China se chama Yantai-Penglai, com mais de 140 vinícolas, produzindo 40% do volume total chinês.

As marcas mais conhecidas e que podem ser encontradas facilmente são Changyu, Great Wall e Dynasty, com vinhos de entrada, até produtos mais elaborados passando dos 70 dólares.

Em setembro de 2011, a China deu um grande passo para o mercado mundial, quando a vinícola Ningxia Helan Qingxue, ganhou o Decanter World Wine Award’s Red Bordeaux Varietal, com seu 2009 Jiabeilan Cabernet Sauvignon blend.

A fixação por Bordeaux é tamanha que em dezembro de 2011, em Pequim, na competição chamada Bordeaux against Ningxia, especialistas da França e China, em uma degustação de vinhos franceses e chineses, elegeram em um teste cego cinco vinhos que consideravam ser os melhores. Destes, quatro eram chineses.

Em uma viagem à China, é quase impossível você não provar dois tipos de vinhos: o Dragon Seal, que está em todos os restaurantes e é servido nos voos na China;
e o Great Wall, que você encontra na muralha, no supermercado, no posto de gasolina.

A cultura chinesa é meio esquisita! O choque cultural é grande. Se você pensa em visitar a Ásia, deixe o Japão por último. Caso contrário, sempre irá falar: é legal, mas o Japão é melhor!

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