Descubra a importância de ter um planejador financeiro pessoal

A atividade de planejamento financeiro pessoal requer profissionais qualificados, capazes de avaliar as expectativas de cada indivíduo

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Planejamento financeiro é o processo onde são traçadas estratégias específicas para auxiliar as pessoas a gerenciarem seu patrimônio para atingirem os objetivos de vida. Em nosso país, esta prática ainda não é muito comum.

A atividade de planejamento financeiro pessoal requer profissionais qualificados, capazes de avaliar as expectativas de cada indivíduo, e traçar estratégias para proteger o patrimônio já conquistado, rentabilizar o capital de forma adequada, planejar o futuro, a aposentadoria e sucessão patrimonial.

No Brasil, existe um grupo seleto de profissionais habilitados para exercer esta função: os profissionais CFP®.

A credencial Certified Financial Planner – CFP® é a maior e mais respeitada certificação de assessoria em investimentos e planejamento financeiro do mundo.

O planejador financeiro CFP® é um multiespecialista, com visão estratégica e conhecimentos de administração de investimentos, gerenciamento de riscos, previdência, seguros, planejamento financeiro, fiscal e sucessório.

Para se tornar um profissional certificado, unindo-se ao restrito número de pessoas a obter o direito de uso da marca CFP®, é preciso se submeter a um rigoroso processo seletivo que avalia conhecimentos técnicos, formação, experiência profissional e a postura de seus candidatos. Para manter a certificação, este profissional deverá permanecer em contínuo aperfeiçoamento.

Liberdade de atuação

Além de todos os predicados exigidos para o CFP®, é fundamental que possa atuar de forma imparcial e independente, buscando soluções mais assertivas para seus clientes. Por este motivo, as plataformas independentes ganham cada vez mais a simpatia dos investidores. E é onde o planejador financeiro encontra um ambiente mais adequado para atuar com liberdade de escolha, sem a obrigação de oferecer os produtos de apenas uma instituição financeira.

Mensalmente migram dos balanços dos grandes bancos uma grande quantidade de recursos para as plataformas abertas. A XP Investimentos, a maior delas, é o destino de mais de R$ 4 bilhões mês, oriundos das contas de clientes insatisfeitos com o atendimento e os serviços prestados por estes bancos. Graças a este fluxo, a XP tornou-se a quarta maior instituição financeira do Brasil. Atualmente no Brasil, somente 5% do total do volume investido são feitos através de arquiteturas abertas, nos EUA este volume representa quase 90%.

Desta forma podemos considerar que o movimento de libertação dos valores investidos nos grandes Bancos aqui no Brasil, está apenas começando e sem dúvida é um caminho sem volta, pois fora dos grandes bancos os investimentos encontram um terreno mais fértil para se multiplicar e tornar se mais longevo.

Podemos fazer um exercício imaginando se numa gestão ativa de investimentos, houvesse uma diferença de 2% a.a a mais na carteira. Pode parecer pouco, mas o efeito ao longo do tempo, projetando-se um prazo de 30 anos, representaria 81,14% de acréscimo, considerando-se a taxa Selic atual de 6,50% a.a. Sobre uma aplicação de R$ 100 mil, teríamos ao longo do tempo um retorno de R$ 661.426,61. Com 2% a mais por ano, teríamos R$ 1.198.100,87, uma diferença de R$ 536.674,26 no resultado.

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Um bom Financial Advisor segue alguns passos básicos para atingir os objetivos de retorno do seu cliente:

Primeiro passo – Diagnosticar a atual situação financeira do cliente, este passo é fundamental, tem a mesma importância do alicerce numa construção, pois nesta fase é identificada a realidade financeira do cliente, fontes de Renda, despesas, necessidades atuais e futuras, seus sonhos, sua capacidade de geração de riqueza atual e futura. Depois de todos estes dados levantados o profissional identifica o perfil do investidor.

Segundo passo – Nesta fase o Planejador Financeiro traça um plano, uma meta de curto, médio e longo prazos de acordo com as informações obtidas na fase anterior. Aqui ele vai identificar dentre as diversas opções de investimentos disponíveis quais são mais adequadas para cumprir o plano, avaliando-se risco e retorno, liquidez, custos envolvidos, etc, e então estrutura-se a carteira mais adequada ao perfil e objetivos do cliente.

Terceiro passo – Esta fase é para apresentar ao cliente a proposta de alocação da carteira, profundamente analisada e desenhada pelo CFP®, explicar características e objetivos de cada investimento dentro da carteira e fazer algum possível ajuste em conformidade com o cliente.

Quarto passo – Depois de concluída a etapa anterior onde foram escolhidos os veículos que serão usados (definição dos investimentos), a carteira é implementada e acompanhada pelo profissional CFP® e reportada ao cliente com a regularidade definida nas etapas anteriores. Sempre ajustando as fases do cliente e ao cenário econômico. A sintonia entre profissional e cliente nesta fase precisa ser perfeita para que os objetivos de ambos sejam cumpridos

Texto: Magda Braz – CFP®

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