“BBB 19”: racismo, intolerância religiosa, machismo e outras polêmicas que marcaram o programa

Reality show apresentado por Tiago Leifert chega ao fim na próxima sexta-feira (12)

Discussões entre os participantes do "BBB 19" repercutiram nas redes sociais. Foto: Reprodução / TV Globo

Por Júlio Boll

Na edição 2019 do Big Brother Brasil, frases ditas por participantes dentro da casa repercutiram com força no mundo exterior. Algumas declarações até geraram processos judiciais. Nas redes sociais, os episódios controversos têm provocado discussões, principalmente sobre o quanto eles influenciam na dinâmica do jogo e nos resultados dos paredões.

O programa apresentado por Tiago Leifert chega ao fim na próxima sexta-feira (12) e foi marcado por diversas polêmicas. Relembre abaixo as principais:

Racismo

Em diferentes dias de fevereiro, a mineira Paula disse frases consideradas racistas nas redes sociais. Em uma delas, a sister  descreveu o caso de uma amiga que foi esfaqueada pelo companheiro e disse que ficou chocada ao ir ao tribunal: esperava “um faveladão” e, na verdade, era “um branquinho” que estava sendo julgado.

Em outro momento, em conversa com Gabriela, Paula afirmou que considerava o cabelo de Elana “ruim”. Gabi prontamente respondeu:

— Ruim não é o cabelo, e sim o seu preconceito.

Poucas semanas depois,  os participantes da casa se viram em uma discussão sobre o que era “humor negro”. Paula disse que era “pegar uma pessoa negra e fazer piada contra ela”. Gabriela, mais uma vez, precisou intervir dizendo que ela estava errada. Poucas horas depois, a jovem de Minas Gerais falou que “é assim desde pequena, debochada”, pedindo “desculpas ao Brasil”, entre risadas.

Além disso, os moradores da casa também discutiram sobre cotas em universidades. Paula, mais uma vez, disse que considerava o sistema “uma forma de racismo do Estado”.

Intolerância religiosa

Durante uma das festas no BBB, Rodrigo foi visto por Paula agradecendo aos céus. Em papo com Diego e Hariany, a mineira disse ter medo de Rodrigo por ele ter contato “com esse negócio de Oxum”.

— Mas não fala disso não. Que as pessoas, dessas religiões lá fora, vão achar que você é preconceituosa — alertou Hariany.

— Mas eu não sou não… nosso Deus é maior — respondeu Paula.

Exibicionismo

Mesmo sendo considerado um dos favoritos ao título, Danrley foi acusado de ficar se mostrando tempo todo para as câmeras. Carol foi uma das sisters que mais se irritou com a postura do carioca. Em um dia, até tentou tirar sarro:

— Vai lá, Danrley, procura o melhor ângulo para ficar aparecendo ali.

Após sair do programa, o jovem disse que ficou “chateado” com a postura dos brothers.

Apologia a zoofilia e maus tratos a animais

 Maycon também foi alvo de comentários negativos nas redes sociais. Em uma conversa informal com Diego, ele falou que perdeu a virgindade com uma cabra. Além disso, poucos dias depois, o brother contou ao colega Vinícius que, quando era pequeno, tinha o costume de amarrar bombinhas no rabo de um gato.

Ao fazer a revelação, Maycon perguntou se o amigo tinha feito algo semelhante —  Vinícius negou.

— Então, você não teve infância — respondeu.

Após deixar o programa, Maycon negou que as histórias fossem verídicas.

Machismo

Gustavo, em uma conversa com Diego e Vanderson, disse que as meninas estavam largadas pela casa e que os homens poderiam “chegar nelas” quando quisessem:

— Aqui é a presidência, o baile é nosso. Calma, meninas. Vocês estão muito soltas, estão parecendo calota de carro quando desce a serra — disparou o médico, apontado como machista nas redes sociais.

Preconceito

Diego, por sua vez,  fez uma piada que gerou um climão:

— Qual é o animal que existe dentro da casa e a gente vê todo dia?

 Vários brothers tentaram responder de forma criativa, mas Gustavo disparou:

— Índio.

Na mesma hora, Vanderson — que era coordenador educacional indígena — respondeu:

— Isso é crime, sabia?!

Racismo inverso?

 Tereza um dia disse que  Rízia e Gabriela, participantes negras, não sabiam como “mulheres loiras de olho claro passam por racismo”.  Gabriela, outra vez, rebateu:

— Isso não é racismo. Racismo é um sistema de opressão. Existiria racismo inverso se existissem navios ‘branqueiros’, que escravizassem as pessoas brancas por mais de 300 anos — explicou.

— Você, branca, não vai acontecer como rola comigo, se eu entrar numa loja de rica, ser seguida por um segurança — apontou Rízia.

 Tereza tentou voltar atrás, mas insistiu de que brancos também sofrem preconceito. Isabella concordou com a amiga e disse que já foi marcada como loira “interesseira”.

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