Por um mundo com menos obesidade e desnutrição

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O Dia Mundial da Alimentação é comemorado em 16 de outubro. A data atualmente é celebrada em mais de 150 países como uma importante data para consciencializar as pessoas sobre questões relativas à nutrição e à alimentação. Temos a capacidade de reduzir em até 70% as chances de desenvolver doenças crônicas não-transmissíveis, como obesidade, câncer, hipertensão, diabetes, dentre outras patologias importantes e que são capazes de reduzir a nossa qualidade e tempo de vida, praticando uma alimentação equilibrada, variada, saudável e colorida. Essa capacidade de reduzir as cargas de doenças torna-se ainda maior quando intervimos de forma preventiva na gestação e nos primeiros anos de vida da criança.

No dia 15 de outubro, foi divulgado um relatório realizado pela Unicef sobre o atual estado mundial de saúde nutricional das crianças. Infelizmente, os resultados não são animadores. Mas servem como um grande alerta para todos os pais e futuros pais de bebês, crianças e adolescentes.

O relatório Situação Mundial da Infância 2019 aponta que pelo menos uma em cada três crianças com menos de 5 anos está desnutrida ou com sobrepeso. Quase duas em cada três crianças entre 6 meses e 2 anos de idade não recebem alimentos necessários para sustentar o crescimento adequado de seu corpo e de seu cérebro, o que os deixa em situação de risco para o desenvolvimento cerebral e aumenta as dificuldades de aprendizagem, reduz a imunidade e o risco de mortalidade.

Segundo o relatório, vem aumentando consideravelmente o consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil, concomitantemente com o aumento das taxas de sobrepeso e obesidade. Atualmente, uma em cada 3 crianças de 5 a 9 anos já possui excesso de peso, e essa informação merece a nossa atenção!

Segundo Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, “assim como na maioria dos países da América Latina e do Caribe, crianças e adolescentes estão comendo muito pouca comida saudável e muita comida pouco saudável”. Ele ainda acrescenta:

— Por causa disso, hoje há uma tripla carga de má nutrição, em que desnutrição e deficiência de micronutrientes coexistem com o sobrepeso e a obesidade, associados a doenças crônicas não transmissíveis.

Mais do que nunca, é preciso virar a chave, melhorar a alimentação familiar, voltar para a cozinha, dividir as tarefas relacionadas à alimentação entre os membros da família e reduzir a compra de comidas prontas.

Promover a nutrição saudável das crianças é tarefa de todos!

  • Incentivemos o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê e o consumo de leite materno até os dois anos de idade.
  •  Iniciemos a introdução alimentar no tempo certo e do jeito certo. Procure a ajuda de um nutricionista para lhe orientar quanto a essa fase.
  •  Evite alimentos ultraprocessados na rotina alimentar da família.
  • Preparem os próprios alimentos ou comprem refeições caseiras em restaurantes a quilo.
  • Comam em companhia e sem o uso de televisões, tablets e celulares.
  • Ensinem os pequenos a comerem com consciência e até se sentirem saciados, com equilíbrio e sem excessos.

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