Pré-natal é fundamental para o sucesso da gestação e saúde da mãe e do bebê

O Brasil é reconhecido pela excelência na assistência ao pré-natal e prioriza a adequação da equipe para o crescimento das boas práticas pelos profissionais da saúde

Foto: Marco Favero/Diário Catarinense

Chama-se pré-natal o acompanhamento que toda gestante deve realizar durante a gestação a fim de manter a saúde do binômio mãe-bebê. No Brasil existe uma rotina de acompanhamento com exames estabelecidos pelo Ministério da Saúde e ultrassonografias
importantes tanto na rede pública quanto na particular, incluindo os planos de saúde.

Inúmeros países do mundo dispõem desse acompanhamento com algumas particularidades e diferenças. Por exemplo, na França, o primeiro ultrassom é realizado com 12 semanas aproximadas de gestação e, após a confirmação diagnóstica, a gestante é encaminhada ao centro médico para início do pré-natal com a enfermeira. O médico é acionado apenas nas gestações de alto risco ou complicações.

Muitos países da Europa funcionam dessa forma. Em alguns deles o aborto é permitido e é oferecido teste genético após as nove semanas para a investigação de doenças cromossômicas.

O momento do nascimento também é diferente nos vários países do mundo. Na Grécia, é proibido o acompanhante na sala de parto. Em muitos países da Europa e mesmo nos Estados Unidos, a gestante faz o parto com médico plantonista e não possui nem o
telefone particular do seu médico do pré-natal.

O Brasil é reconhecido pela excelência na assistência ao pré-natal e prioriza a adequação da equipe para o crescimento das boas práticas pelos profissionais da saúde.

O Ministério da Saúde, desde a década de 1990, investe em ações em prol da saúde da mulher com objetivo de diminuir a morbimortalidade materna e melhorar os resultados perinatais. Muitas medidas implantadas têm demostrado eficácia, mas ainda temos muito a melhorar, muito mesmo.

É durante as consultas com número ideal perto de seis que iniciam mensalmente e terminam a cada semana que a família recebe orientações sobre alimentação, prática de atividade física, medicações necessárias e proibidas e, é claro, diretrizes sobre a assistência ao trabalho de parto, parto e cesariana.

Este também é o momento da detecção dos fatores de risco, complicações ou diagnósticos de doenças como diabetes gestacional, pressão alta específica da gestação, controle das doenças da tireoide, doenças infectocontagiosas como sífilis, toxoplasmose, hepatites e muitas outras. Aqui, o acompanhamento com especialista é fundamental para o sucesso da gestação e saúde da mãe e do bebê.

Neste contexto, é fundamental que a mulher procure o atendimento especializado logo faça o diagnóstico de gestação. Não obstante, ela deve se sentir acolhida e segura com a escolha do seu médico e pode, na maioria das vezes, tê-lo no momento do nascimento
do seu filho.

Um bom acompanhamento pré-natal garantirá a qualidade da gestação contribuindo para melhores desfechos maternos e perinatais.

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