Produtora catarinense firma parceria com grandes nomes nacionais e prevê lançamentos em 2019

Island Bridge tem sedes em Florianópolis e Nova Iorque

Foto: Marco Favero

Em três anos, a produtora Island Bridge acumula feitos. Com sedes em Florianópolis e Nova Iorque, recentemente assinou parceira da O2 Filmes, reconhecida por sucessos de bilheteria como Cidade de Deus, com a qual assina o longa-metragem O Braço Direito. O filme tem estreia agendada para março de 2019 e negociação com o Telecine para distribuição.

Outra conquista do diretor Jo Rauen, responsável pela empresa: a produtora agora está produzindo um roteiro com a Black Filmes, que contou recentemente nas telonas de cinema a trajetória de vida de José Aldo, um dos maiores lutadores do MMA e estrela do UFC. Desta parceria, com gravações previstas para iniciarem no próximo ano, Jo Rauen vai transformar em filme a história do paraolímpico Daniel Dias.

Outros projetos, ainda sigilosos, estão em andamento para consolidar seu nome no Brasil.

— Eu fiz o caminho inverso, né? Ganhamos notoriedade nos Estados Unidos e então comecei a ter mais contato com as grandes produtoras no Brasil.

Sucesso internacional

Enquanto ganha força no cenário nacional, Jo Rauen comemora a carreira internacional e a conquista com a gigante Amazon Prime, que deu à produtora a primeira série assinada por um brasileiro na plataforma de streaming.

O sucesso em NY proporcionou mais um momento único: ter gravado com o premiado ator Gary Oldman.

— Foi inacreditável! A gente estava em NY e simplesmente rolou. Estávamos produzindo um documentário sobre o artista plástico Kazuhiro Tsuji e precisávamos de mais pessoas para dar depoimentos sobre o trabalho de máscaras do artista hollywoodiano japonês. Então ele agendou a gravação e nos disse que iria convidar uns amigos. Chegamos no apartamento dele e estavam Gary Oldman e Guillermo del Toro. Ficamos ali, admirando e impressionados pelo encontro inesperado.

Foto: Marco Favero

Faltam estrategistas

Quando questionado sobre a presença no Brasil, o diretor fala com esperança, mas não deixa as críticas de lado.

— Aqui tem mais investimentos e mais incentivos do que lá fora. Mas falta estratégia. Temos um monte de criativos e pouco estratégicos, falando de histórias sensacionais, mas sem pensar no escoamento dessa produção.

Orgulhoso da primeira formação em Engenharia Civil, Jo Rauen comentou sobre a facilidade que teve com a parte estratégica do cinema, aplicando o que aprendeu na faculdade e nos primeiros empregos como gerente de gestão de obras.

— Trabalho com serviço, mão de obra e logística. Filme é um empreendimento e precisa ser visto assim para ter retorno.

Foi pensando estrategicamente que o diretor decidiu manter a sede da produtora em Florianópolis. O manezinho assume que o carinho pela terra em que nasceu é um dos motivadores, mas destaca que há interesse em ficar por aqui.

— Infelizmente as produtoras daqui não preenchem as cotas da região, enquanto em São Paulo é disputadíssimo. Então é benéfico ter o endereço em Florianópolis.

O diretor faz planos para ficar no Brasil. Dia 6 de janeiro tem passagem marcada para voltar para Nova Iorque, mas pronto para estar na cidade em que nasceu sempre que for necessário.

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