Prolapso genital causa impacto social, psicológico e sexual em mulheres, mas tem tratamento

Muitas mulheres acabam deixando em sigilo esta queixa, proporcionando a evolução e aumento da gravidade do prolapso genital

Foto: Pexels

A famosa bexiga caída ou útero caído assombra as mulheres, principalmente na terceira idade, diminuindo consideravelmente a qualidade de vida. O nome bonito para qualquer queda do compartimento genital se chama prolapso genital e pode incluir queda da bexiga, do útero e/ou do intestino e reto.

Diferente do que se pensa, isso não inclui a perda urinária que é assunto para outro dia, mas pode existir associação de patologias.

O prolapso genital não ameaça a vida, mas causa um importante impacto social, psicológico e sexual. A procura por ajuda médica é atrasada pela crença que essa condição faz parte da idade, do envelhecimento e das gestações e acaba levando a um isolamento social importante.

Com o aumento da expectativa de vida da mulher, estima-se que o Brasil tenha uma população com predominância de adultos e idosos e que o prolapso genital será um problema de saúde pública num futuro breve.

Entre os principais fatores de risco podemos citar a idade, a menopausa, a número de gestações e o parto normal, o peso de nascimento dos bebês, a obesidade, a constipação, as doenças com tosse crônica.

As principais queixas são a sensação de massa/peso em baixo ventre, pressão pélvica com dor lombar associada, dor e/ou dificuldade na relação sexual, dificuldade de micção e/ou defecação. Pode ocorrer sangramento e dor nos estágios mais avançados do prolapso.

É evidente o tabu e preconceito que existe em relação ao órgão genital feminino, de forma que muitas mulheres acabam deixando em sigilo essa queixa, proporcionando a evolução e aumento da gravidade do prolapso genital.  Porém, o tratamento existe e ele deve ser realizado por médico especializado a fim de proporcionar o melhor tratamento individualizado para cada mulher.

A cirurgia é a preferência pela grande maioria das mulheres, mas, existe tratamento clínico e fisioterápico para alguns casos específicos. Como todo procedimento cirúrgico, não há isenção de riscos apesar de ter, na grande maioria das vezes, um pós-operatório bastante satisfatório, sem dor e sem grandes complicações.

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Dra. Luisa Aguiar
Luísa Aguiar da Silva Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB Especialista em Uroginecologia pela Unifesp Professora da disciplina Materno Infantil da Universidade do Sul de Santa Catarina Proprietária junto com a Dra Raquel Aguiar – minha mãe – da Clínica Urogine