Do parto à faculdade, quanto custa ter um filho?

Se não houver planejamento, a família pode enfrentar sérios problemas, transformando um momento de extrema alegria em dores de cabeça

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Um dos grandes dilemas enfrentados por pais de primeira viagem é a questão financeira. Normal que seja assim, afinal com tantos itens necessários desde os mais básicos até os mais supérfluos, os gastos se acumulam rapidamente e, se não houver planejamento, a família pode enfrentar sérios problemas, transformando um momento de extrema alegria em dores de cabeça. Mas, afinal, qual é o tamanho dessa conta?

Diversos estudos tentam estimar esse valor. A maior dificuldade obviamente são todas as variáveis envolvidas em cada etapa da criação de um filho. Carrinhos de bebê podem variar entre R$ 350 e R$ 7 mil em uma única loja. O fato da família ter ou não um plano de saúde, o tipo de escola, babá, creche, também interferem. É um sem número de coisas que podem aumentar ou diminuir consideravelmente o custo para criação dos filhos.

De maneira geral os custos para uma família de classe média ou alta variam entre R$ 500 mil e R$ 2,8 milhões. Esse valor, que assusta em um primeiro momento, é diluído em todo o processo, desde a gravidez até a independência financeira do filho, após os estudos da faculdade.

Conforme o tempo passa, os custos tendem a aumentar. Então se planejar desde o início é o segredo.

Antes/momento do parto

Os custos aqui são majoritariamente de ordem médica. Exames pré-natal e o processo do parto podem facilmente passar dos R$ 30 mil. Esse gasto precisa ser somado com os valores necessários para a montagem do enxoval e aquisição das necessidades iniciais da criança (fraldas, carrinho). Um plano de saúde faz toda a diferença nessa fase, então para os pais que estão pensando em aumentar a família, investir em um plano de saúde pode reduzir bastante os gastos com exames e procedimentos hospitalares.

De 0 a 9 anos

Fraldas. Muitas fraldas. Você sabia que uma criança pode utilizar 6 mil fraldas? Roupas em excesso costumam ser um custo desnecessário. Uma vez que a criança cresce em uma grande velocidade economizar na quantidade pode ser uma decisão inteligente. Além disso se a família precisar recorrer à creches e babás logo cedo o custo nessa fase será drasticamente superior. Nessa etapa a necessidade por educação entrará em foco. Uma escola internacional hoje cobra algo em torno de R$ 2,5 mil de mensalidade. As decisões começam a ficar maiores.

De 10 a 18 anos

Nessa fase, além do gasto com educação, que continuará na pauta, os custos com lazer aumentam consideravelmente. Cursos paralelos, amigos, festas, celular, eletrônicos, roupas, tênis, relógios. A criança quer ganhar independência, ter um estilo e vontades próprios e isso tem um custo. Roupas e tênis de grifes impactam diretamente no orçamento. Smartphones atualmente podem custar até R$ 5 mil. Essa tende a ser a fase de maiores gastos para a família.

Dos 19 aos 23 anos

O grande custo aqui é com a universidade. Se o filho não optar por uma escoa pública a mensalidade pode muito bem variar entre R$ 3 mil e R$ 6 mil. A notícia boa é que muitos começam a trabalhar nessa fase aliviando um pouco o orçamento dos pais.

Algumas dicas são universais:

* Procure orientação. Obtenha ajuda de um planejador financeiro. Esse profissional fará uma grande diferença na sua saúde financeira durante esse período.

* Planeje-se. Poupe. Essa é uma dica que vale para qualquer etapa da vida, mas para aqueles que pretendem ter filhos é ainda mais importante. Reserva financeira é uma grande ferramenta para baixar os custos iniciais e para segurança do casal.

* Pense na educação desde o início. Mesmo em meio a todos os gastos iniciais nunca é cedo para pensar na educação superior. Separar um valor por menor que seja, pensando na universidade pode representar uma grande diferença na vida do seu filho.

* Mantenha um controle de gastos. Saiba onde o dinheiro está sendo gasto. Hoje o que não faltam são planilhas e aplicativos que auxiliam no controle de gastos. Seus gastos aumentarão, sua organização também tem que ser maior.

* Faça um seguro de vida. Seu filho é sua responsabilidade. O futuro dele, também é sua responsabilidade. Garanta que você irá cumprir com usa responsabilidade mesmo se você faltar.

Quem nunca ouviu o clichê “ser pai não tem preço?”. Com certeza todos esses custos serão pequenos quando comparados a felicidade que uma criança pode trazer para a família. Contudo, fazê-lo com organização e consciência pode gerar uma diferença muito grande no futuro do seu filho.

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