Catarinense Rodrigo Hilbert resgata habilidades que herdou do avô em nova temporada na TV

Em episódio inédito que vai ao ar nesta quinta-feira, o apresentador prepara um leitão a pururuca no fogo de chão

Rodrigo Hilbert
Fotos: Ney Coelho/Divulgação

POR JÚLIA PITTHAN

Ele cuida das crianças, cozinha, faz crochê. E, nesta temporada de Tempero de Família, na GNT, fabrica com as próprias mãos grelhas e equipamentos para churrasco. O catarinense Rodrigo Hilbert, 38 anos, não cansa de elevar os parâmetros masculinos do que se espera de um marido completo.

Desde o começo de setembro, sempre às 21h, Rodrigo está no ar com novos episódios. Batizada de “Ferro, Fogo e Paixão”, a série resgata as habilidades de ferreiro que o catarinense herdou do avô, em Orleans, no Sul do Estado.

— Venho de uma família de tradição na cozinha, em que todo mundo sempre se reuniu. Aprendi muita coisa olhando o que minha avó, minha mãe e minhas tias faziam na cozinha. Assim também foi com meu avô que era ferreiro, serralheiro e torneiro mecânico. Aprendi o ofício de ferreiro com ele — conta o apresentador à revista Versar, por e-mail.

Na memória, Rodrigo guarda o primeiro objeto que fabricou – uma faca. O episódio teve um toque de travessura.

— Aproveitei que meu avô não estava na oficina e, de metido, me apressei e coloquei a mão na massa. Quando ele chegou, achei que fosse tomar uma bronca por ele ser brabo (risos), mas, ao contrário do que imaginei, ele falou que tinha que melhorar. Sentou comigo e me ajudou a fazer a faca ficar tinindo — lembra.

No episódio que vai ao ar nesta quinta-feira, às 21h, Rodrigo constrói uma grelha vertical para fazer um leitão a pururuca no fogo de chão e recebe o mato-grossense Lamonnyel Vieira, um administrador que largou a vida de consultor para se dedicar ao mundo das carnes e participar, ativamente, dos eventos de churrascada pelo Brasil. Nesse sétimo episódio, os dois farão juntos um leitão a pururuca acompanhada de uma farofa de ovo queimadinha e tomates confitados.

Relação com o Estado

Santa Catarina não tem espaço apenas nas recordações de Rodrigo. O catarinense afirma que, sempre que pode, volta à terra natal.

— Minha família está toda aí, minha mãe, minhas tias, meus sobrinhos, amigos. Deu folga na agenda, eu vou. Passamos férias na praia ano passado que foram incríveis — diz.

Casado com a gaúcha Fernanda Lima e pai dos gêmeos Francisco e João, Rodrigo explora nesta temporada carnes e acompanhamentos na brasa e outras versões de churrasco. Apesar da fama dos assados do Rio Grande do Sul e da convivência, ele não atesta o certificado de origem ao prato.

— Apesar de, no Brasil, o churrasco ser tradicionalmente gaúcho, hoje em dia ele é feito em qualquer lugar do país e de diversas formas diferentes. Por isso, é difícil afirmar que seja o melhor, mas, sem dúvida é muito bom!

Padrão Hilbert de qualidade

Em um mundo que ainda distribui de forma muito desigual as tarefas domésticas, não é de estranhar que a postura de Rodrigo cause barulho. Mas o título de homão da p*, instituído por mais pura admiração feminina (e algum despeito masculino) não parece tornar o apresentador deslumbrado.

— Acho engraçada essa história de homem perfeito. Essas habilidades que geraram essa brincadeira são coisas tão inerentes a mim e à minha rotina que não consigo acreditar e aceitar este rótulo — rebate com modéstia.

Rodrigo atribui a reação a um processo de quebra de paradigmas que, no futuro, só pode fazer bem às próximas gerações:

— Gosto de acreditar que está surgindo uma nova geração de pessoas autônomas, homens e mulheres muito mais abertos para as vivências e experiências, e que ainda é tempo de todos seguirem esse caminho.