“Rose, a doméstica do Brasil” desembarca em Florianópolis trazendo muito humor

Além de arrancar risos pela TV e internet, personagem conta sua história antes da fama nos palcos

Foto Edson Lopes Jr, divulgação

Depois do enorme sucesso de quatro temporadas em São Paulo, o espetáculo Rose, a doméstica do Brasil sai em turnê e ganha os palcos de importantes cidades do país, desembarcando em Florianópolis no dia 19 de abril, no Teatro Pedro Ivo. Sócio do Clube NSC e acompanhante têm desconto de 35% na compra do ingresso antecipado, site Blueticket.

Rose é uma mulher batalhadora que ficou famosa por se tornar a doméstica dos gays depois que postou seu vídeo na internet cantando “Grelo”, paródia de “Halo”, da consagrada cantora pop Beyoncé. No espetáculo ela relembra sua história antes de ficar conhecida: a infância, seus filhos, suas desilusões amorosas e um sonho com seu ídolo Amado Batista, contados com muita música ao vivo.

– Ela apresenta uma narrativa simples e descontraída, como se estivéssemos falando com uma velha conhecida que entre uma espanada e outra, um sonho e outro, divide conosco o seu mundo – diz Adriana Soares, diretora do espetáculo.

Rose, a doméstica do Brasil é representada pelo ator mineiro Lindsay Paulino. Ele é criador e intérprete de vários personagens cômicos de sucesso na internet, com destaque para Rose, a doméstica das bichas, com mais de 1 milhão e meio de acessos. Na TV Lindsay integrou o elenco da série A vida de Rafinha Bastos, produzida pela FOX, e atualmente é contratado do canal Multishow e está no ar com as séries Rose e Baby e Treme Treme, com a personagem Rose, e Xilindró, com a personagem Xuxeta, outra criação de grande sucesso do ator.

Por email, Lindsay contou mais sobre a peça e a carreira. Confira!

 

Foto Edson Lopes Jr, divulgação

Li que “a história é inventada, mas é tudo verdade”. Como surgiu a Rose? Tem alguma inspiração?

Eu criei o personagem observando minha mãe, minha vó, minhas tias… a Rose é uma mulher comum do norte de Minas, comum no sentido de que existem várias Roses por lá, só mudam de nome e profissão.

As pessoas se identificam com o personagem? Você sente isso?

Eu recebo muita crítica positiva em relação à personagem. As pessoas se identificam muito. Apesar de Rose ser conhecida pela profissão de faxineira, ela também é mãe, amiga, e todas essas características de uma mulher comum brasileira. É muito legal ver a reação do público no teatro quando Rose conta suas histórias da infância e todo mundo cai na gargalhada. Apesar do nosso país ser tão plural, e cada região com sua cultura regional bem marcante, 90% das histórias contadas na peça diz muito sobre o brasileiro e todo mundo se identifica. Eu sou muito feliz por fazer um trabalho no teatro que mexa tanto com o passado das pessoas de uma maneira leve e feliz. É uma viagem no tempo com gostinho de infância que todo mundo sai nostálgico do teatro.

Conta um pouco sobre a história da Rose, essa mulher batalhadora.

A peça conta a história da Rose antes da fama. Numa sexta-feira comum ela fica sem dinheiro para ir trabalhar e passa o dia em casa arrumando sua bagunça. Então ela acaba lembrando de todas as coisas que passou na vida, e leva o público numa viagem ao passado que é impossível não se identificar. Tudo isso com muita música ao vivo e riso garantido. Sem contar que é um espetáculo para toda a família. As crianças amam e os idosos também.

Como surgiu a ideia de ela só fazer faxina para o público gay?

Eu sou gay e quando estudava teatro em Belo Horizonte morava numa república de estudantes. Nossa faxineira, além de arrumar nossa casa, também arrumava de outros amigos gays. Ela se tornou uma grande amiga. Um dia eu disse pra ela: você já parou pra pensar que todos os seus clientes são gays? Ela nem tinha percebido. Daí eu criei a Rose por causa dessa minha faxineira.

Essa relação dela com as redes sociais, reflete para você um pouco do que vemos hoje, um mundo criado na nuvem?

Acho que a relação dela com as redes sociais é mínima. Ela vê no YouTube uma chance de mostrar seu talento, por isso posta seus clipes e sabe que hoje o que a ajudou a chegar onde chegou, foi a internet, mas não vive por conta disso.

Como é contar a história de tantas brasileiras com humor, em uma conversa simples e divertida?

Sinto que estou dando voz à essas pessoas. Faço isso com outros personagens também. Sou mineiro e cresci ouvindo minha vó me contar histórias antes de dormir e como ator comediante, uso o humor para falar de certos assuntos através dos meus personagens, da minha arte, de maneira leve e divertida.

Como é o Lindsay no dia a dia? Um humorista 24h?

Eu sou uma pessoa bem humorada 24hs mas nem por isso deixo de me entristecer com as coisas ruins que vem acontecendo no nosso país.

Conta quais os seus outros personagens de sucesso e como foi a carreira até ficar conhecido do grande público?

Eu sempre fiz teatro. Me profissionalizei em 2005 e desde então não parei de trabalhar. A Rose foi quem me fez ser conhecido do grande público. Foi com a personagem que fiz meu primeiro programa de tv o Treme Treme, em 2015. Depois disso veio a Xuxeta, em 2016, do seriado Xilindró e agora mais um programa novo em parceria com meu amigo Caike Luna, onde fazemos 10 personagens. Eu faço a Rose, Bilu, Sílvia Sales, Vilso e Dona Cida. Todos eles no programa Baby e Rose que tem segunda temporada prevista para esse ano de 2019. Fora a televisão.

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