Saber ser feliz com um bolinho de laranja é tão importante como desfrutar de um café colonial

Inspirada no poder das lições de família acabei criando uma ferramenta de trabalho que nos desafio a praticar neste final de semana

Foto: Pexels

Meu pai tem sua sabedoria. Um homem que saiu do interior – de uma cidade chamada São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais – que hoje tem quase 24 mil habitantes, certamente era menor em 1945 – quando ele nasceu. Não só é alguém que viveu a história mais clássica de superação pessoal, como garantiu lições importantes para nossa família – com seus acertos e seus erros.

Conto em minhas palestras que há três lições que vieram do pai, que acabo por carregar comigo: “Vanessa, estude sempre – lição 1; escove os dentes – lição 2 e; nunca fale mal de ninguém – lição 3”, e essas nortearam minha vida até aqui. Inspirada no poder das lições de família acabei criando uma ferramenta de trabalho – que compartilharei no final do texto, que nos desafio a praticar neste final de semana.

Certamente nossa família nos garante muito mais do que três lições. Minha mãe diz “pense em grande e teus feitos crescerão”, meu irmão que faleceu dizia: “o micro se reproduz no macro”, “segue o fluxo” e “quanto mais iluminada uma pessoa é, mais escuridão ela atrai”, e o Juliano quis garantir que eu sempre acreditasse em minha intuição e, minha madrinha me trouxe a espiritualidade e a força da presença de Deus. Certamente as lições de nossa família e dos nossos amores e amigos seriam capazes de preencher, cada uma, uma matéria. É como se eu pudesse respirar profundamente o significado de cada uma dessas frases.

Venho pensando em minhas próprias lições – construindo um bate-papo mental com meus filhos, que nem nasceram ainda, e poucas coisas me parecem tão fundamentais como aprender sobre frustrar-se e estudar o desequilíbrio para não temer o medo – mas convertê-lo em um forte aliado.

Ao questionar meu noivo quais seriam as três lições de vida que ele deixaria para mim, ele disse: “a natureza é perfeita”, você em primeiro lugar” e “seja feliz com pouco” – e essa última me trouxe uma frase que meu pai disse na semana passada: “Aprenda a viver com um salário mínimo, e você aprenderá sobre a humildade e a felicidade” – finalizei. Com essa nova lição, fiquei refletindo no quanto saber ser feliz com um bolinho de laranja no café de sábado é tão importante como desfrutar sem apego de um café colonial. Temos sido educados para converter bolinho de laranja em frustração, e café colonial em padrão diário – vazios da experiência da felicidade no dia de hoje, projetamos nas coisas, no futuro e nas pessoas o poder de nos fazer ser felizes. Daí sai caro, é tudo pesado e ninguém dá conta.

A gente acorda frustrado sem razão – porque dói a comparação e dói o apego. Se bolo de laranja em família é frustração, quero que meus filhos se frustrem. Isso porque frustrados aprenderão sobre o valor das coisas que são reais. E, talvez, em tão logo entendendo que o bolinho de laranja da mãe é de fato o maior café colonial da vida serão capazes de desfrutar dos momentos mais raros da vida.

Desafio nosso pensamento a essa busca de lições para a vida. Quais são as mensagens que queremos deixar e quais são as mensagens que nossa família, amigos, amor e time de trabalho deixariam para nós? Assista nosso vídeo especial e faça o download do material, e compartilhe com quantas pessoas você desejar, lembrando de contar para mim como foi. Este é link: https://goo.gl/9C8TrU

Leia mais:

Dê ao medo o espaço dele, e encontre uma forma de enfrentá-lo

Conheça o Tobias e o encontro que tive com ele

Temos que cortar as pendências com uma foice afiada nas mãos